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Unimed diz que internação e cirurgia vão ser suspensas à meia-noite de hoje

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Unimed, Carlos Eduardo Sacomandi, informou, ontem, que a partir da meia-noite de hoje estão suspensas as cirurgias, internações, consultas e exames aos servidores públicos municipais. Depois de 28 anos de parceria com a cooperativa médica, a Prefeitura não vai prorrogar o contrato de prestação de assistência médica ao funcionalismo público municipal. Segundo ele, cirurgias que já foram agendadas e o paciente ainda não internou não serão cobertas pelo Serviço de Previdência dos Municipiários (Seprem).

Os pacientes que encontram-se internados permanecem nos hospitais até terem alta médica, sem qualquer custo adicional. Sacomandi explica que há casos especiais que estão sendo avaliados pela diretoria da cooperativa médica. A situação das gestantes é um deles.

Estou conversando com a doutora Eliane (secretária municipal de Saúde licenciada) sobre esse caso específico. Mas ainda não temos uma decisão. Estamos avaliando a possibilidade de fazermos um pacote via hospital da Unimed.

Os pacientes que necessitam de cirurgias eletivas (sem urgência) que já foram agendadas vão ficar descobertos. Sacomandi informou que há um grupo de servidores da Prefeitura que se organizou e deve assinar contrato com a empresa.

São cerca de 300 funcionários que, somados a seus familiares, vão formar um grupo aproximado de 1,2 mil segurados. Nesse caso, a diretoria da Unimed deverá liberar as carências previstas.

O presidente da Unimed comentou que a Administração encerra o contrato com a empresa sem deixar qualquer dívida. O pagamento mensal da assistência médica aos servidores, cujo gasto aproximado é de cerca de R$ 450 mil, está em dia.

Estamos muito sentidos com esse rompimento. Depois que o prefeito Nilson Costa assumiu a Prefeitura, as contas foram pagas religiosamente em dia, elogiou. Sacomandi lembra que antes de Nilson assumir a Administração chegou a ficar devendo cerca de R$ 2 milhões.

O presidente da cooperativa médica explicou que a assistência médica prestada aos servidores representavam cerca de 10% da receita. Ele acredita que o rompimento da prestação de serviços entre a Administração e a empresa vai aumentar a demanda de atendimento nas unidades básicas de saúde, no Pronto Socorro Municipal e no SUS.

Essas unidades têm uma estrutura de funcionários extremamente enxuta. A Prefeitura tem deficiência grande na contratação de médicos nas áreas de clínica geral, pediatria e ginecologia. Se a demanda aumenta, consequentemente aumenta a necessidade desses profissionais.

Sacomandi avalia que a proposta encaminhada pelo prefeito Nilson Costa à Câmara Municipal, na qual o servidor pagaria 30% do custo mensal do plano e a Prefeitura se responsabilizaria pelos 70% restantes, é boa.

Num plano de R$ 40,00, a Prefeitura entraria com R$ 30,00 e o servidor com R$ 10,00. Se ele tiver cinco dependentes, pagaria uma média de R$ 50,00 por mês para ter assistência médica completa cobrindo a todos. Uma consulta particular custa cerca de R$ 80,00, comparou.

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