A técnica fisioterapêutica de Bandagens Funcionais foi adotada no Brasil há cerca de três anos e tem se mostrado muito eficiente como terapia complementar. Criada pelo japonês Nobutaka Tanaka, o objetivo é diminuir o espasmo muscular e/ou limitar um movimento doloroso.
Para isso, são colocadas tiras de esparadrapo sobre a pele do paciente, de modo que, ao fazer um movimento proibido, o esparadrapo vai incomodar, lembrando o paciente de que aquela postura precisa ser evitada. Então, aquele indivíduo que andava com o ombro contraído, ao levantar os ombros vai sentir o esparadrapo repuxar e vai relaxar a musculatura imediatamente.
É uma alternativa muito interessante, por exemplo, para pacientes com Lesões por Esforços Repetitivos (LER), que sentem desconforto quando o pulso fica num determinado ângulo. Você coloca os esparadrapos de modo a impedir apenas aquele movimento. As imobilizações compradas prontas forçam uma paralisação completa do pulso, produzindo atrofia muscular. Quando o paciente retira a imobilização e retoma os movimentos, a musculatura enfraqueceu e o problema pode voltar ainda pior, observou a fisioterapeuta Laura Caramaschi.
Segundo ela, as bandagens são trocadas a cada 48 horas, em média, porque a terapia só funciona enquanto o esparadrapo tem adesividade e consegue segurar a musculatura.
Descompressão
Entre as técnicas de descompressão vertebral, a fisioterapeuta citou a Pompagem, criada pelo francês Marcel Bienfait. Consiste em reverter a compressão das articulações por meio de trações manuais suaves, que promovem relaxamento das microestruturas envolvidas no problema. A diferença dela para outras técnicas é que os movimentos são suaves e são feitos em regiões específicas.
Você trabalha só os tornozelos, ou os calcanhares, ou uma área da cervical que está causando cefaléia (dor de cabeça). A manobra vai produzir um aumento no espaço intervertebral e aliviar a dor, explicou Caramaschi. Com a repetição das manobras, o paciente adapta-se e incorpora a nova postura.
Mobilização
Existem, ainda, duas técnicas de origem australiana para a mobilização funcional das articulações - servem para destravar a coluna e recolocar as vértebras no lugar. Questionada sobre a semelhança desta técnica com a quiropraxia, Caramaschi afirmou que são evoluções da terapia: A quiropraxia estala a coluna em vários pontos, fazendo uma manipulação forçada para descomprimir a enervação. Os australianos sugeriram que esta manipulação seja mais suave, com movimentos curtos, colocando as vértebras no lugar de uma forma menos traumática.
A fisioterapeuta lembrou que todas as técnicas são válidas e cada uma delas tem condição de resolver determinados problemas. Mas ressaltou que é essencial procurar o especialista para fazer este tipo de tratamento, porque a manipulação da coluna pode ser absolutamente contra-indicada para alguns pacientes. Nestes casos, se as vértebras forem manipuladas, ao invés de melhorar, a técnica vai agravar o problema, podendo, inclusive, gerar uma fratura.