Nessas férias de julho, se você for ao Litoral Sul de São Paulo com certeza cruzará com alguma família de Bauru. Na mosca, se o roteiro incluir Peruíbe. A cidade é privilegiada pelo manto verde da Mata Atlântica e está sempre com a temperatura agradável. É parada obrigatória dos amantes do ecoturismo, dos banhos com lama negra e de um mergulho em suas praias despoluídas.
Grande área territorial de Peruíbe é coberta pela Mata Atlântica. Esse fato aliado à brisa que sopra do mar, faz com que sua temperatura seja sempre agradável, em torno dos 21 graus. Fincada entre duas áreas de preservação ambiental: a Estação Ecológica da Juréia-Itatins e o Parque Estadual da Serra do Mar, é o refúgio ideal para quem quer curtir fauna e flora sem ter que se distanciar muito de casa.
Considerada pela Unesco reserva mundial da biosfera, atrai cada vez mais gente em busca de qualidade de vida. O ar é puro, as águas cristalinas e as montanhas que lhe servem de cenário têm beleza irretocável.
Peruíbe é uma cidade jovem. Somente em 1959 foi emancipada. A estância balneária era um antigo vilarejo que servia de posto para a transação de índios e negros, no auge do tráfico de escravos. Com geografia privilegiada, vem crescendo bastante nas últimas décadas e, hoje, já conta com grandes avenidas ligando os extremos sul e norte do município. O governador paulista Mário Covas Júnior, que morreu no último mês de março, empresta seu nome, símbolo de luta e coragem, à avenida que liga o Porto dos Pescadores (onde compra-se pescados frescos à moda caiçara) a Itanhaém. Mas a via mais movimentada - do comércio - é a avenida Padre Anchieta que vai do centro ao Abarebebê (ruínas que guardam parte do acervo dos 500 anos da história do Brasil).
Amazônia paulista
O publicitário Mário Sérgio Campos já foi várias vezes a Peruíbe e sempre vem contando novidades sobre suas incursões pela amazônia paulista à pé, de barco, pelo ar ou de bike. A grande vantagem de Peruíbe, segundo ele, é o fato de possuir praias urbanas e selvagens. Enquanto as famílias preferem tomar sol e beber uma caipiroska na avenida beira-mar, os mais aventureiros lançam-se a aventuras na Estação Ecológica mais perto de São Paulo.
A floresta tropical que cerca Peruíbe é uma massa compacta e robusta. Para percorrê-la, sinuosas e estreitas artérias foram recortadas em seu interior. O horário mais indicado para visitá-la é o período da manhã, quando o canto dos pássaros é mais intenso, informando que o dia amanheceu. Um colírio para os olhos e um bálsamo para os ouvidos.
Pelas quase uma dezena de trilhas implantadas, todas com autorização da administração da Estação Ecológica da Juréia-Itatins, observa-se vegetação de encosta, restinga, manguezais e costões rochosos, ecossistemas deslumbrantes.
A floresta é romântica e apaixonante, mexe com a razão e o coração de quem a ela se entrega de corpo e alma, detalha uma publicação da Prefeitura de Peruíbe. Além das caminhadas pelas trilhas - não se esqueça do repelente, dos calçados confortáveis e do saquinho de lixo para não agredir o meio ambiente - você pode navegar pelos rios Preto, Branco, Guaraú e Una e outros 15 afluentes que brotam das serras do Mar e dos Itatins, cortando a floresta tropical.
A hidrografia de Peruíbe é um convite à aventura. Além da prática das várias modalidades de pesca, é possível seguir o curso dos rios praticando canoagem. O trajeto apresenta um dos mais ricos ecossistemas do planeta: os manguezais e a mata de encosta, onde estão abrigadas espécies animais e vegetais que se multiplicam apenas na Mata Atlântica, detalha a jornalista Iris Cary.
No mar, no ar, na terra
No Porto dos Pescadores, no Guaraú ou na Praia da Barra do Una você pode alugar canoas e pequenos barcos para descer os rios. Uma aventura emocionante em meio a paradas em cachoeiras e piscinas naturais. Pelo trajeto pode-se observar bem de perto os animais e a vegetação ribeirinha.
Optando pelo mar, os passeios de barco levam a praias e ilhas inabitadas, caso da Guaraú, a mais próxima do continente e a Peruíbe procurada pelos amantes da pesca de lazer ou desportiva.
Se a meta for mais adrenalina nas veias, a dica é um mergulho ou caça submarina nas proximidades do maior serpentário natural do planeta, a Ilha da Queimada Grande, habitat da perigosa Jararaca Ilhoa. Nesse trecho do litoral sul estão naufragados dois navios que podem ser visualizados a 40 metros.
Bem mais calmo é um vôo de ultraleve por cima de Peruíbe, quando pode-se visualizar suas serras, ruínas, encostas, parques, praias e cachoeiras. O embarque nas aeronaves é feito no Ilha Clube Aerodesportivo, o único espaço do litoral sul paulista exclusivo para ultraleves. Aproveite essas férias de julho para o vôo, pois no inverno as condições metereológicas são mais favoráveis.
Praias
Centro: é a de maior concentração de banhistas.
Costão, do Canto ou Biquinha: fica no sopé da montanha, iniciando-se no encontro do Costão da serra com o mar. Nela há uma bica de água natural, com nascente na serra do Itatins.
Desertinha: ou praia do Índio, completamente deserta e de difícil acesso. É alcançada por trilha ou pela Costão. Possui cachoeira.
Prainha ou Península: nela pode-se observar as ilhas de Peruíbe, do Guaraú, Guararetama, Boquete, Queimadas Grande e Pequena e toda a cidade de Peruíbe incluindo a divisa com Itanhaém.
Guaraú: fica ao sul de Peruíbe e é muito visitada.
Arpoador e da Baleia: acesso somente por trilhas, pois já fazem parte do complexo Juréia-Itatins.
Parnapuã: famílias caiçaras ainda moram na praia evitando qualquer tipo de depredação à fauna e flora.
Juquiazinho: é cortada por um pequeno riacho. É alcançada por trilha ou uma estrada particular que leva à Barra do Una.
Preta: nela é que fica a famosa Pedra Duas Irmãs, descrita no histórico Caminho do Imperador.
Una: é a última praia do sul, onde há o deságue dos rios Comprido e Una do Prelado, com forte correnteza. Faz divisa com o município de Iguape.
Lama Negra
Aproveite a estada e lambuze-se literalmente de lama negra, eficaz no tratamento de doenças como psoríase e eczemas crônicos
Amazônia paulista
O publicitário Mário Sérgio Campos já foi várias vezes a Peruíbe e sempre vem contando novidades sobre suas incursões pela amazônia paulista à pé, de barco, pelo ar ou de bike. A grande vantagem de Peruíbe, segundo ele, é o fato de possuir praias urbanas e selvagens. Enquanto as famílias preferem tomar sol e beber uma caipiroska na avenida beira-mar, os mais aventureiros lançam-se a aventuras na Estação Ecológica mais perto de São Paulo.
A floresta tropical que cerca Peruíbe é uma massa compacta e robusta. Para percorrê-la, sinuosas e estreitas artérias foram recortadas em seu interior. O horário mais indicado para visitá-la é o período da manhã, quando o canto dos pássaros é mais intenso, informando que o dia amanheceu. Um colírio para os olhos e um bálsamo para os ouvidos.
Pelas quase uma dezena de trilhas implantadas, todas com autorização da administração da Estação Ecológica da Juréia-Itatins, observa-se vegetação de encosta, restinga, manguezais e costões rochosos, ecossistemas deslumbrantes.
A floresta é romântica e apaixonante, mexe com a razão e o coração de quem a ela se entrega de corpo e alma, detalha uma publicação da Prefeitura de Peruíbe. Além das caminhadas pelas trilhas - não se esqueça do repelente, dos calçados confortáveis e do saquinho de lixo para não agredir o meio ambiente - você pode navegar pelos rios Preto, Branco, Guaraú e Una e outros 15 afluentes que brotam das serras do Mar e dos Itatins, cortando a floresta tropical.
A hidrografia de Peruíbe é um convite à aventura. Além da prática das várias modalidades de pesca, é possível seguir o curso dos rios praticando canoagem. O trajeto apresenta um dos mais ricos ecossistemas do planeta: os manguezais e a mata de encosta, onde estão abrigadas espécies animais e vegetais que se multiplicam apenas na Mata Atlântica, detalha a jornalista Iris Cary.
No mar, no ar, na terra Porto dos Pescadores, no Guaraú ou na Praia da Barra do Una você pode alugar canoas e pequenos barcos para descer os rios. Uma aventura emocionante em meio a paradas em cachoeiras e piscinas naturais. Pelo trajeto pode-se observar bem de perto os animais e a vegetação ribeirinha.
Optando pelo mar, os passeios de barco levam a praias e ilhas inabitadas, caso da Guaraú, a mais próxima do continente e a Peruíbe procurada pelos amantes da pesca de lazer ou desportiva.
Se a meta for mais adrenalina nas veias, a dica é um mergulho ou caça submarina nas proximidades do maior serpentário natural do planeta, a Ilha da Queimada Grande, habitat da perigosa Jararaca Ilhoa. Nesse trecho do litoral sul estão naufragados dois navios que podem ser visualizados a 40 metros.
Bem mais calmo é um vôo de ultraleve por cima de Peruíbe, quando pode-se visualizar suas serras, ruínas, encostas, parques, praias e cachoeiras. O embarque nas aeronaves é feito no Ilha Clube Aerodesportivo, o único espaço do litoral sul paulista exclusivo para ultraleves. Aproveite essas férias de julho para o vôo, pois no inverno as condições metereológicas são mais favoráveis.