DESASTRE
Vi só primeiro tempo - depois, acompanhei alguns lances - e para mim já foi o bastante. Só posso dizer que o Brasil não teve vibração e foi um zero a esquerda em matéria de poder ofensivo. Abusou do direito de jogar mal e mereceu perder para o México na estréia. Foi a quarta derrota seguida da Seleção Brasileira, duas com Leão na direção (contra França e Austrália), pela Copa das Confederações; e duas sob o comando de Luís Felipe Scolari (contra Uruguai e agora o México) pelas Eliminatórias e Copa América, respectivamente. Há 80 anos a Seleção Brasileira não perdia quatro partidas consecutivas. A derrota para os mexicanos quebrou um tabu de oito anos da nossa Seleção em Copas América. A última derrota aconteceu em 1993, no Equador. E o inferno astral de Scolari, que abriu mão de cobras criadas como Rivaldo, Romário, Cafu e Roberto Carlos, parece não ter fim. Em Montevidéu, os medalhões não foram bem, mas na Colômbia, a panelinha de Felipão - escalou oito atletas que já trabalharam com ele - foi pior ainda. A coisa está ruça. Basta lembrar que teve jogador (Mauro Silva) que chegou a desistir da equipe nacional na porta do avião. Na partida de quarta-feira, apesar das suas broncas, o treinador durão não conseguiu acabar com a apatia dos jogadores. O Brasil é lanterna de seu grupo, e em caso de nova derrota - amanhã enfrentará o contra o Peru - pode deixar ainda mais longe o sonho do inédito tricampeonato da Copa América. A Seleção Brasileira vem sendo um desastre tão grande, que muita gente aposta na desclassificação da equipe para a Copa do MUndo de 2002. O Brasil é o único país que participou de todos os Mundiais - o primeiro foi em 1930. Se ficar em quinto lugar nas Eliminatórias, não passará pelos australianos, acham os amigos.
IRRITAÇÃO
Luiz Felipe Scolari já admite escalar a Seleção Brasileira na retranca, contra o Peru, neste domingo. Se a atuação da equipe contra os mexicanos irritou até leigos em futebol, imagine só o que achou o treinador. Acho que Felipão pode escalar três zagueiros por temer mais um vexame do Brasil. Ao ser perguntado durante a entrevista coletiva, sobre a possibilidade de a Seleção ficar entre as quatro equipes desclassificadas da primeira fase da Copa América, o técnico não se conteve: Isso é pergunta para eu ficar até irritado, mas não vou ficar não - afirmou, deixando clara toda a sua contrariedade. E completou:Pelo amor de Deus! Se eu pensar assim, pego minhas coisas e vou embora. Não vou jogar a toalha por causa de uma derrota.
FRAQUEZA
Se a equipe com os medalhões vai mal, sem eles, pior ainda. Perder para o Uruguai por 1 a 0, no Estádio Centenário, gol de pênalti, não é nenhum vexame, mas cair diante do México, não dá para engolir. Com Anderson, Cris, Roque Júnior, Roger, Guilherme e Rochemback, entre outros, o Brasil não chega a lugar nenhum. São jogadores comuns e na Seleção tem que jogar os melhores. Esse Jardel - sem bem que não é só ele - é um grande matador no Campeonato Português. Quero ver ser artilheiro na Itália, Espanha, Alemanha, França, Inglaterra e Holanda.
DROGAS
Segundo o genial José Simão, os papéis foram invertidos: agora a droga é que sai daqui e vai para a Colômbia. Rarará!
IRONIA
A imprensa argentina não perdeu a chance de ironizar a estréia do Brasil na Copa América. O Olé, principal diário esportivo do país, estampou a seguinte manchete: Che, Brasil tampouco foi. No subtítulo, mais ironia: Pelo menos nós avisamos. Eles foram... um desastre. Perderam de 1 a 0 para o México. Pelé anda chorando. Tudo isso sobre um fundo verde e amarelo e ao lado de uma foto de arquivo do Rei em lágrimas. Na matéria principal, os argentinos não perdoaram o técnico Luiz Felipe Scolari, que em sua chegada à Colômbia disse que ter medo de ir ao país era coisa de covardes e que a Seleção Brasileira ia para ganhar a competição. Segundo o Olé, Felipão terá que trancar os jogadores no quarto do hotel e relembrar alguns conceitos de futebol a eles se quiser ganhar o tri. No fim, o diário lembra o momento difícil por que passa a Seleção, incluindo as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. De acordo com o jornal, o Brasil dava como certo o título da competição sem a presença da Argentina. Mas, ao que parece, nem assim...
FARRA CONFIRMADA
Mais uma polêmica promete atormentar o retiro corintiano na cidade mineira de Extrema, local onde o elenco faz a sua pré-temporada. Desta vez foi o meia defensivo Marcos Senna, um dos nove jogadores dispensados pelo técnico Wanderley Luxemburgo, que resolveu contar o que se passou nos bastidores do Corinthians antes da segunda partida da final da Copa do Brasil contra o Grêmio. Em entrevista à Rede TV, o jogador confirmou que realmente houve festa na concentração, na véspera da derrota de 3 a 1 para o tricolor gaúcho. O jogador confirmou as declarações dadas pelo atacante Müller, que abandonou o time dias após a perda do título, alegando que o ambiente do futebol era sujo para ele.
AMEAÇAS
Paulo Nunes revelou que já recebeu quatro mensagens anônimas em seu telefone celular, nos quatro dias em que o Corinthians está concentrado em Extrema. Estão Ameaçando o atacante de morte caso ele não deixe o Alvinegro do Parque São Jorge. Que absurdo. Paulo Nunes chorou ao fazer essa revelação.
CASSAÇÃO Edmundo continua preso ao Vasco, segundo decisão tomada ontem pela Delegacia Regional do Trabalho, que concedeu liminar ao clube de São Januário. Assim, foi cassada a decisão de um Juiz que na última terça-feira havia concedido passe livre ao jogador. O vice-jurídico do Vasco, Paulo Reis, disse que o clube estuda ainda a possibilidade de entrar com uma ação indenizatória contra o Cruzeiro, que contratou Edmundo.
CHINA 2008
Por unanimidade na votação, Pequim superou Paris, Toronto. Osaka e Istambul e foi eleita a cidade organizadora dos Jogos Olímpicos de 2008. A China será sede de Olimpíada pela primeira vez.
TRAGÉDIA
Equipes de resgate encontraram ontem o corpo do auxiliar de cinegrafista da TVE do Rio de Janeiro, Fernando Florêncio. Ele caiu na última quinta-feira no Rio Balsas, em Ponte Alta do Tocantins (TO), quando participava da cobertura da quinta etapa do Rally dos Sertões. Fernando escorregou e, como não sabia nadar, acabou sendo carregado pela correnteza. O corpo do auxiliar foi encontrado a 300 metros do local do acidente, preso à uma pedra. Fernando tinha 28 anos.