Geral

Em confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

BOA, BRASIL

A vitória do Peru sobre o México deixava o Brasil a um empate de garantir a classificação e o primeiro lugar de seu grupo, mas a Seleção Brasileira acabou vencendo o Paraguai, numa partida em que começou atrás no marcador. E de virada é mais gostoso. Os primeiros minutos já davam ao torcedor brasileiro a idéia do sofrimento que iria ser o jogo de quarta-feira, em Cali. Nossa Seleção errava muitos passes e não conseguia chegar com perigo. Pior: aos nove minutos Émerson derrubou Morinigo na área e Alvarenga cobrou o pênalti que colocou o Paraguai na frente do placar e o Brasill fora da Copa América naquele instante. Apesar da bronca do técnico Luís Felipe Scolari, o pênalti existiu, mesmo. O Brasil então resolveu partir desordenadamente para o ataque e oferecia aos paraguaios, espaços para os contra-golpes. Somente a partir dos 30 minutos, os brasileiros começaram a se organizar em campo e em dez minutos criaram três boas chances para empatar com Ewerthon acertando o travessão em uma delas. O atacante acabaria se contundindo no fim da primeira etapa e dando lugar a Denilson que em sua primeira jogada colocou a bola na cabeça de Alex, que sozinho conseguiu desperdiçar a chance. A sorte do Brasil na Copa América estava lançada nos últimos 45 minutos. E parece que a Seleção entendeu o recado e iniciou o segundo tempo pressionando o adversário. Juninho Pernambucano quase marcou em cobrança de falta que bateu no travessão. Logo depois, Roque Junior fez falta violenta e como já tinha cartão amarelo, acabou expulso. Tudo parecia caminhar para o pior quando Alex recebeu belo passe de Denilson, mandou para as redes e recolocou o Brasil na próxima fase. A partir daí, os brasileiros trataram de se defender e só saía nos contra-ataques. Felipão tirou Alex e colocou F. Rochemback para reforçar a marcação. A situação melhorou quando Caniza foi expulso e deixou o Paraguai com dez jogadores também. Mesmo assim, a Seleção passou por maus momentos até que a 2 minutos do fim, Denilson em mais uma grande jogada deixou Belletti livre para virar o jogo. A classificação estava garantida, mas faltava o gol de Denilson, que veio já nos acréscimos, para coroar a atuação do jogador que mudou a história da partida. Seria um crime se o Brasil tivesse perdido ou até mesmo empatado, porque embora continue devendo uma exibição de gala, foi superior ao Paraguai. A Seleção de Felipão voltará a jogar na próxima segunda-feira, em Manizales, contra adversário que seria definido ontem à noite.

NOSSO RANKING

O Vasco é o líder do ranking divulgado pela CBF que leva em consideração todos os campeonatos brasileiros disputados a partir de 1971. O clube carioca é o que tem maior número de pontos conquistados em 687 partidas, obtendo 292 vitórias, 220 empates e 175 derrotas com quatro títulos conquistados e dois vices. Em segundo lugar aparece o Atlético-MG seguido por Palmeiras, Internacional e São Paulo.

GARIMPEIRO

Cafu deu uma de descobrir de talentos, quarta-feira em Cascavel, onde firmou parceria com o clube que leva o nome da cidade paranaense. Com a ajuda de seu empresário, João Alemão, o lateral da Roma e da Seleção Brasileira irá intermediar a contratação de talentos locais, com toda a assessoria necessária. A intenção é transformar o Cascavel num centro de treinamento destinado a captar essas pérolas a serem buriladas e, posteriormente, enviá-las a clubes europeus.

OPINIÃO

Juninho Paulista e Denílson não podem ficar de fora do time inicial da Seleção. Eles desequilibram - declaração do deputado federal petista Aloízio Mercadante, que visitou esta redação ontem à tarde.

QUE PENA

Claudecir ficará no estaleiro pelo menos durante cinco meses, por causa de uma fratura sofrida na fíbula da perna esquerda. O volante revelado pelo Noroeste se contundiu num treino, com a suspeita de fratura, que acabou confirmada depois em exame. Segundo o Departamento Médico do Palmeiras, a ruptura pode ter ocorrido por estresse.

BICO CALADO

Recentemente, Marcelinho Carioca criticou a diretoria do Corinthians, pela demora em trazer reforços. Que mala! A tarefa de Marcelinho é jogar, é pago para isso, e muito bem pago. As contratações ficam por conta da diretoria. E digo mais: quem não está feliz no clube tem que pedir para sair. Acho que agremiação alguma precisa de comentarista dentro do grupo. Quando eles tinham de se explicar, na final, se esconderam. Em assuntos de diretoria, jogador tem mais é que ficar de bico calado. Não tem o menor sentido boleiro ficar criticando o próprio clube, principalmente aquele que não tem salário atrasado.

BAURUENSE NO CEARÁ

Luís Carlos Martins assumiu o comando do Fortaleza, onde estão Maizena e Mazinho Loyola, que trabalharam com o treinador bauruense no União Barbarense. Luís Carlos foi campeão da Série A-III de 95 pelo Noroeste. Com ele, também subiram de divisão, Rio Branco de Andradas (Minas), Paraguaçuense e Matonense. No comando do São Caetano, o jovem técnico teve boa participação na Série B, em 1999, quase chegando ao quadrangular final - foi eliminado pelo Santa Cruz. Luís Carlos Martins trabalhou como auxiliar de Oswaldo Alvarez, no Corinthians.

MEMÓRIA

Campeonato Paulista de 1980: Noroeste 0 x Corinthians 0, em Bauru. Árbitro, Emídio Marques Mesquita. Público pagante: 9.575. Noroeste: João Marcos; Galli, Tobias, Dedê e Gilberto; Nenê, Ednaldo (Valdir) e Maneca; Demir, Lela e Wallace. Corinthians: Jairo; Luís Cláudio, Mauro, Djalma e Vladimir; Caçapava, Biro-Biro e Basílio (Eli); Piter, Geraldo e Wilsinho. Esse jogo, um domingo de manhã, marcou a estréia de Giberto Sorriso, ex-São Paulo, no Norusca e do técnico Orlando Fantoni no Timão.

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