A alta do dólar, o aumento das taxas de juros e a crise energética influenciaram negativamente o financiamento de veículos no mês de junho. O total de unidades financiadas pelas filiadas à Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) caiu 9%. A queda, segundo dados da Anef, reflete a apreensão do consumidor em relação à compra financiada. O País parou para acompanhar a economia brasileira, com as constantes altas do dólar, e a crise argentina. Mas mesmo com a retração nas vendas em junho, a Anef mantém a expectativa de financiar 670,7 mil veículos este ano. O setor aposta na recuperação do mercado em agosto.
As montadoras também estão preocupadas com o atual cenário. Tanto que a maioria - senão todas - prepara promoções para o final de semana, em alguns casos casadas com as concessionárias. A idéia é esvaziar o pátio para dar lugar para os novos lançamentos de final de ano, época de espantar a poeira e torcer por um ano melhor.
Mas não é apenas o setor de veículos que está apreensivo com a atual situação da economia. O País está a espera de uma definição. Faz apenas negócios imediatos. Poucos arriscam.
Para se ter uma idéia, o Brasil está perdendo cerca de US$ 40 milhões por dia em exportações por causa da crise Argentina e do desaquecimento da economia americana, segundo cálculos da Câmara de Comércio Exterior (Camex). Somente nos 15 primeiros dias no mês de julho, a média diária das vendas caiu 23% para o parceiro do Mercosul e 11,8% para os Estados Unidos, com relação ao mesmo período do ano passado.
E enquanto a economia não dá sinais de melhora e a Argentina não define se vai ou não pedir moratória, o negócio é rezar. E já tem gente antecipando a reza! Neste final de semana, São Cristovão, protetor dos motoristas, terá muitas preces a atender.