Polícia com política
A semana começa e, com ela, um novo inquérito policial que vai se desenrolar em um cenário político. Trata-se das investigações sobre a escuta telefônica clandestina na sala da presidência da Câmara, que se iniciaram, oficialmente, na última sexta-feira, enquanto inquérito.
CEI à vista
Já a sindicância interna aberta no Legislativo para investigar o mesmo assunto está adiantada, tendo ouvido pelo menos 17 pessoas até agora. Pelo que se apurou e o que já se tem de certezas, a possibilidade de uma CEI ganha consistência e os líderes de vários partidos e blocos começam a considerar tal atitude inevitável.
Passando a limpo
É incrível, mas é provável que nunca Bauru tenha vivenciado tamanha dose de situações políticas indo parar na polícia e na Justiça, em tão curto período histórico. Que nos ajudem os estudiosos no assunto. É, também, por certo, um reflexo da relativa depuração política por que passa o País, mas que está longe de exterminar a corrupção enraizada no Poder Público.
Caso pendente
Ninguém comentou, mas um caso político que ainda está pendente na Justiça, em primeira instância, teve audiência na última quinta-feira, no Fórum. Trata-se do episódio das gravações feitas com o ex-vereador Harley Caçador, supostamente pelo ex-presidente do DAE, João David Felício.
Banco do Povo
Questionado no último sábado, em Duartina, sobre como andava a proposta de instalação do Banco do Povo em Bauru, o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado, Walter Barelli, informou que dependia de encaminhamentos da Prefeitura. Segundo ele, o Banco poderia ser instalado até dezembro.
Falta de sintonia 1
Em visita ao JC, no mesmo sábado, o prefeito Nilson Costa (PPS) devolveu a bola para o secretário ao comentar que a Administração não recebeu nenhuma proposta e nem mesmo o modelo do Banco do Povo. Portanto, segundo Nilson, a idéia está estacionada no plano das boas intenções. Está faltando sintonia.
Falta de sintonia 2
Aliás, uma informação que chegou à coluna na última semana dá conta de que o secretário da Agricultura, Domingos Meirelles, quando de sua visita à Prefeitura de Bauru, teria saído chateado por não ter podido disponibilizar melhorias para a área rural da cidade, embora as tivesse trazido no bolso do colete. Teria havido falta de sintonia no diálogo.
Corte de extras
Um breve comunicado assinado pelo secretário interino da Administração, Luiz Freitas, publicado no Diário Oficial do Município de quarta-feira passada, proíbe, terminantemente, a realização de horas extras por parte dos funcionários de todos os setores da Administração. Horas extras na Prefeitura, a partir de agora, só em caso de calamidade pública, diz o informe.
Lei Fiscal
A decisão de eliminar as horas extras é mais um reflexo dos rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige a redução dos gastos com pessoal para pouco mais de 50% da arrecadação mensal dos poderes públicos. Embora haja um prazo para regularização da folha, muitos secretários de Finanças estão diante de situações complexas.