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Editorial

Redação
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As estatísticas relacionadas ao roubo e furto de carros no Brasil impressionam e atingem números expressivos, que acabam afetando a própria economia nacional.

A fonte é o Cadastro Nacional de Veículos Roubados, o CNVR. Para se ter uma idéia das proporções do problema, do total da frota brasileira de automóveis - cerca de 20 milhões - calcula-se que pelo menos 1,1 milhão estejam irregulares rodando pelas ruas e estradas nacionais. Nesse universo encontram-se aqueles carros roubados ou furtados que retornam ao mercado com alterações na documentação e no chassi, os famosos cabritos.

Estima-se que os carros situados nessas condições façam acumular um prejuízo calculado em R$ 11 bilhões, escoados pelo ralo da sonegação de impostos. Dinheiro - e muito - suficiente para ser aplicado em áreas de infra-estrutura básica à população, como saúde, educação, transporte, habitação, etc.

A questão é complexa. Os principais prejudicados dentro do mercado de autos vão desde os lojistas de veículos, que devido ao volume de negócios que realizam acabam sofrendo com a compra de carros irregulares, até os próprios consumidores.

Para estes, os cabritos podem se transformar em uma grande dor de cabeça para seus proprietários, que inocentemente venham a adquiri-los. Imagine a situação. Ser parado na rua por autoridades competentes em comandos de rotina e, após uma breve vistoria, constata-se que o veículo é roubado.

Uma desagradável surpresa, que não é fácil de ser identificada. A indústria dos cabritos é sofisticada. Em determinadas situações, as modificações são feitas com tanto requinte e tão bem feitas que nem mesmo o Detran (Departamento Estadual de Trânsito) consegue diagnosticar as adulterações.

Resolver o problema parece ser uma utopia. Mas há formas de, ao menos, amenizá-lo. A começar pelas autoridades do setor, que devem agir com mais rigor na fiscalização e no policiamento das ruas e estradas a fim de coibir os roubos e furtos.

Outro que pode fazer a diferença nessa questão é o consumidor. Ao comprar um veículo, todo cuidado é pouco. Investigar sua procedência, bem como de seu antigo dono, é uma boa atitude.

Se cada um fizer a sua parte, os cabritos podem não desaparecer, mas certamente sua circulação pelas vias não serão tão constantes como hoje.

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