Maior risco de Aids para mulher de 30 anos
O perfil das pessoas em risco de contrair a Aids na Itália está mudando, ao se transformar cada vez mais em uma doença de casais normais. A nova e principal vítima da infecção é a mulher entre 30 e 33 anos, heterossexual, casada ou com uma relação estável e, sobretudo, que desconhece o risco que corre. De fato, em 40% dos casos, quem lhe transmite o vírus é justamente o seu parceiro (marido, noivo ou companheiro) que, por sua vez, contraiu a infecção em relações desprotegidas com prostitutas ou transexuais. O perfil da categoria atualmente de maior risco na Itália foi ilustrado no Hospital Spallanzani de Roma por um estudo feito com cerca de 5 mil pessoas soropositivas, em 67 centros coordenados por seis universidades italianas em todo o território nacional.
A Aids, como explicou Mauro Moroni, diretor da Clínica de Doenças Infecciosas e Tropicais de Milão, se transforma em uma doença de casais normais, que chega ao lar pelo homem que se infecta através de relações promíscuas ou com prostitutas. Na grande maioria dos casos (62,6%) os novos soropositivos têm a cara limpa do jovem de cerca de 35 anos, formado e não raro doutorado, com um bom emprego, uma conta bancária polpuda e, em 8% dos casos, ocupando cargo de dirigente. Uma história profundamente diferente de 10 ou 15 anos atrás. (Ansa)
Coração enfeita as roupas
O coração é considerado o órgão central do corpo humano, mais por importância do que pela sua localização. A cultura ocidental o tornou a sede dos sentimentos, enquanto para outras culturas o coração é principalmente sinônimo de inteligência e intuição.
Os chineses criaram uma conexão entre o coração, o elemento terra e o número cinco. Os egípcios o representavam em uma escrita hieroglífica sob a forma de um triângulo. Também na Antiguidade greco-romana o seu significado era muito positivo. Uma lenda frisa que Dionísio nasceu do coração de Zagreus, primeiro lesado pelos titãs mas depois regenerado. Na tradição bíblica, o coração representa a interioridade do homem, oposta ao corpo como exterioridade superficial. Na moda, muito simplesmente pode dizer-se que o coração se afirmou decididamente como adorno de roupas e como acessório, e permanece relativamente impermeável às oscilações do mercado. Para confirmar esta teoria, basta olhar para a série completa de objetos que tem o coração como alvo.
O decote do vestido para a tarde ou noite tem a forma de coração; ele também reaparece em jaquetas para serem usadas com saias ou calças de chiffon. Mas o acessório mais precioso é o broche de ouro com flores e corolas multicoloridas, verdadeiro buquê em formato de coração. Os materiais a serem utilizados são o âmbar, o cristal, o ônix, o coral e diversas pedras preciosas. Um ornamento perfeito para usar no pescoço ou pendurado em uma pulseira de ouro ou prata. As blusas mais originais também têm corações grandes ou pequenos bordados na frente com lantejoulas coloridas; e as fivelas dos cintos também são desenhadas como se fossem corações brilhantes. (Ansa)
Vagões só para as mulheres
Uma empresa ferroviária japonesa decidiu introduzir vagões só para mulheres na região de Tóquio, para conter o fenômeno dos assédios sexuais durante as viagens.
A Keio Teito Electric Railway, que administra várias linhas da capital aos subúrbios, adotou experimentalmente a novidade em dezembro último. A empresa decidiu recorrer a este expediente para proteger as mulheres depois que no ano fiscal 1999-2000 (que acabou em 31 de março) 351 de suas usuárias denunciaram ter sido molestadas. No ano anterior, foram 276 as passageiras assediadas. A experiência de instalar vagões só para mulheres foi acionada em dezembro porque o assédio se identifica nessa época do ano, na qual as empresas organizam festas para seus funcionários e é mais freqüente encontrar passageiros alcoolizados. Desde 1973 não existiam vagões exclusivamente femininos em Tóquio.
Entre 1947 e 1973 outra empresa ferroviária, a JR, recorreu a esta medida para proteger as mulheres. Em Osaka, a segunda maior cidade do país, a empresa Keihin Railway ainda hoje oferece à clientela vagões proibidos para os homens, que circulam desde 1954. (Ansa)