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Terra dos marechais

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Alagoas é conhecida como a terra dos marechais e de personagens ilustres. Lá nasceram Graciliano Ramos, Marechal Deodoro da Fonseca, Marechal Floriano Peixoto, o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, Zagallo e Djavan

Maceió, como muitas outras cidades brasileiros, tem nome indígena. Maçai-o-k, significa o que tapa o alagadiço (o terreno onde está a capital alagoana concentrava águas dos rios Mundaú e Paraíba e do mar que depositavam sedimentos que formaram uma barreira, fechando os rios e formando as lagoas de Mundaú e Manguaba).

Com a colonização portuguesa no século XVIII o nome foi mantido, retirando-se apenas o a. Os navios atracavam numa enseada natural, o bairro do Jaraguá, que prosperou, hoje está restaurado e forma um dos conjuntos arquitetônicos mais harmoniosos do Nordeste brasileiro.

No cais escoavam os carregamentos de madeira das florestas litorâneas, açúcar produzido pelos engenhos localizados nas proximidades - daí o cheiro de melaço que se espalha por toda a cidade - e no século passado fumo, coco e especiarias, além de algodão. Essa fibra natural despertou o interesse de muitos ingleses que se fixaram em Alagoas, misturando-se aos nativos, o que explica aquela gente bonita de olhos e pele clara.

A região prosperou, tornou-se um grande centro comercial, o que está provado na história guardada por seus museus, igrejas e centro histórico. Uma Capital Americana de Cultura que não poderia ficar esquecida do mundo.

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