Geral

ATÉ QUANDO?

Antonio Pedroso Júnior
| Tempo de leitura: 1 min

No início do século passado os coronéis políticos faziam mortos votarem. O povo que sempre acha humor nas coisas boas e ruins da vida, denominava este eleitorado fantasma de fósforo riscado, pois o milagre era por demais grande.

Já escrevi diversas vezes sobre o perigo da implantação do coronelismo eletrônico neste país do apagão, entretanto vou continuar a bater na mesma tecla, na esperança talvez vã de que o piano afine.

No ano que vem teremos eleições quase que gerais e o medo persiste da possibilidade de manipulação das tais urnas eletrônicas.

Em Diadema ficou comprovado que em uma única urna votaram 25% a mais de eleitores do que estavam regularmente inscritos. Em Araçoiaba da Serra, os peritos constatam que ocorreram discrepâncias para a eleição de vereadores. Em São Paulo, capital, correm notícias de que ocorreram propostas para votos eletrônicos para as eleições à vereança, sendo que 10 mil votos custariam R$ 200 mil reais.

A Justiça Eleitoral e o Senado Federal vêm investigando a situação, deixando as urnas sob suspeita, mas cremos que não adotarão providências no sentido de sua não utilização nas próximas eleições. A sua manutenção poderá ocasionar prejuízos para dois setores distintos da sociedade.

Para aqueles que votam crendo em um futuro melhor para o país, analisando, votando naqueles que julgam serem os melhores candidatos e para aqueles que buscam vender seu voto em troca de benesses pessoais, pois ao político acostumado a comprar o voto e a consciência do eleitorado tornar-se-à muito mais fácil e barato negociar com os fraudadores das urnas. E com uma vantagem pois ao que consta, os acertos posteriormente são realizados em cidades beira-mar.

Vamos continuar a bater na mesma tecla, esperando que o piano afine!! (Antonio Pedroso Júnior - e-mail: ChineloNeles@aol.com)

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