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EDUCAÇÃO

Rodolpho Pereira Lima
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O deputado estadual dr. Pedro Tobias, em artigo no JC (Opinião, 10/8, pág. 2), sob o título Orçamento Participativo, informa que em 2002 o Governo do Estado, no setor educação, pretende garantir escolaridade a 100% da população de 7 a 18 anos, ampliar em 20% a oferta de vagas de 5.ª a 8.ª séries e construir 18 novas escolas de ensino médio. O artigo do eminente deputado comporta paralelo com o artigo no mesmo espaço - Opinião - JC (13/7), de autoria do professor Joaquim Elíseo Mendes, intitulado As boas perspectivas da educação nacional. O professor Joaquim, analisando as boas perspectivas da educação nacional, pelas medidas adotadas pelo Ministério da Educação, deixa bem claro, ressaltando: No entanto, há de se convir de que, dentro desse processo altamente dinâmico e promissor, existe uma realidade triste, altamente preocupante e injusta, que é a desvalorização do professor pelo recebimento de desgastante e aviltantes salários. E em especial com os aposentados. Somente com sua valorização conceitual e econômica lograr-se-á o êxito que a sociedade merece.

É tese pacífica, mudança e sucesso na educação não se conseguem apenas com amplo conjunto de normas legais inovadoras, construção de mais escolas e outros mecanismos. O sucesso escolar está no fato de o profissional do magistério se convencer de que o conjunto de normas e o processo educativo se completam e se realizam no modo pelo qual os agentes diretos da educação se relacionam com os alunos. E, hoje, queiram ou não, infelizmente, o exercício do magistério transformou-se em subemprego. Professor condignamente remunerado é investimento que, em última análise, o beneficiado é o aluno, com quem irá trabalhar o profissional do ensino, cujo padrão de qualidade do ensino ministrado será garantido. (Rodolpho Pereira Lima)

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