Osires Silva... hoje prestando serviço na presidência da maior Cia. de navegação aérea do País - a Varig, convocado para sanear seus velhos problemas financeiros, parece que a solução viável é vender uma parte da empresa.
Osires Silva é destaque na galeria dos homens ilustres da Cidade Sem Limites, e ponha-se ilustre nisso. Esse bauruense ilustre desde criança já sonhava com a arte de voar de tal forma que seu QI pode ser comparado ao de Leonardo Da Vinci, ou do francês Clemente Ader - que criou a palavra avião - ou mesmo de seu patrício Santos Dumont, que pela primeira vez voou em avião com motor, em Paris, em 1906.
Osires Silva, esse filho da Capital da Terra Branca, orgulho infinito de todos os bauruenses, caráter de pura honradez, simplicíssimo no trato, mas poderosíssimo no civismo, foi para a aviação brasileira o que Georges Politzer foi para a filosofia francesa, que lutou com todas as forças para introduzir na universidade operária de Paris. Esse patriota brasileiro também lutou entusiasticamente para instalar seu sonho, a Embraer, em São José dos Campos, porque lá existe a ETA, escola técnica de aviação, e uma das faculdades de Engenharia das melhores do País; o que facilitaria mão-de-obra especializada e tecnologia de ponta para o futuro, para que seu projeto fosse vitorioso.
Hoje, a Embraer é o maior conglomerado aéreo industrial da América Latina, exporta seus aviões de melhor qualidade para todos os países do primeiro mundo - inclusive os Estados Unidos -, agora instalando sua grande filial em Gavião Peixoto, criando seu segundo pólo aeronáutico do País.
Essa sementinha plantada por Osires Silva com amor, adubada e irrigada com carinho, por esse bauruense que se esconde atrás da simplicidade e da naturalidade; é uma imensa honra para a Cidade Sem Limites tê-lo visto nascer. Ainda há pouco tempo a Embraer ganhou uma concorrência de venda de dezenas de aviões de uma sua congênere do Canadá, razão porque esse país entrou com uma ação na OMC (Organização Mundial de Comércio), tentando proibir o Brasil de exportar carne bovina para a Europa, alegando problema da vaca louca. Como se vê, não só os namorados têm ciúme, mas os países também. (José Rodrigues Azenha)