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Ah! Ah! A economia... e o FMI!...

(*) José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

Modestamente me irrito, quando verifico que inventores de invenções abusam de certo modernismo, tal como ocorreu na mídia mundial pouco antes do mundo haver chegado ao limiar do milênio recém-findo. Uma novidade, proposta por algum modernizador - ou espertalhão - ávido pela oportuna primazia de rebatizar a economia que vivemos, - porém e contudo - maculando-a ao se lhe atribuir a paternidade de Nova economia. Assunto que já abordei na coluna há cerca de um ano (10/8/2000), quando por convicção defendi a tese da não-aceitação da expressão nova economia, mas porém, a de economia moderna. Isto é, a economia que hoje se pratica em todo mundo é a mesma de outrora, entretanto, atualmente é servida pela tecnologia moderna, e que vivencia, isto sim, a indefectível globalização. Ao contrário de imputar à economia do passado a pecha de superação e envelhecimento, sendo substituída por uma nova economia, que não tem fundamento, portanto não é verídico.

Na verdade, o que vivemos são diuturnos surtos de inovações tecnológicas, viajando vertiginosamente pela crescente informática e atuando no desenvolver - e ou transferir - resultados das atividades econômicas, integradas na globalização. Esta, obrigatoriamente conduz os organismos em busca da satisfatória integração dos interesses econômico/financeiros ativos. Mas que, em função do posicionamento crítico da situação econômico/monetária, os países emergentes, além da incapacidade de solver suas respectivas contas públicas - especialmente as externas - não terão saída, senão apelar para arrego do FMI. Na Organização financeira internacional criada em 1944, na Conferência Internacional de Bretton Woods (em New Hampshire, Estados Unidos)... agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Washington.... O FMI, criado para promover a cooperação monetária no mundo capitalista, coordenar as paridades monetárias (evitar desvalorizações concorrenciais) e de levantar fundos entre os diversos países-membros, para auxiliar os que encontrem dificuldades nos pagamentos internacionais.

O que parece ter sido o monitoramento do FMI dentre os cotistas, dado que ainda mantêm una sua composição de quase todos os países relativamente industrializados (com exceção dos países socialistas). Porém, que nem sempre tem socorrido ou cooperado quanto aos itens de defesa propostos (que não seja apenas a cooperação monetária). Isto é, porque jamais (após 57 anos da sua criação), alguém tomou conhecimento da atuação do Organismo, em defesa - por exemplo - buscando ou atendo-se quando das crises de um dos países-membros esteja irregular na caução das cotas-parte para o fundo. Isto, sob a exigência e obrigatoriedade de uma quarta parte em ouro e o restante em moeda nacional corrente. Na relação entre os diversos países-membros (com dificuldades, sem cacife), se torna praticamente impossível obter socorro do Fundo para liquidação de dívidas internacionais.

Por outro lado (com respeito às possibilidades de atendimento das partes dos organismos envolvidos), coisa que - segundo se sabe - jamais o FMI teria socorrido algum dos seus membros quanto a outros direitos, com a finalidade de promover a cooperação monetária inerente do tratado: a) ...a finalidade de promover a cooperação monetária no mundo capitalista; b) ...coordenar as paridades monetárias; c) ...evitar desvalorizações concorrenciais. Sob os argumentos - talvez esclarecedores a alguns - se é importante ao país participar do FMI desde sua fundação (tal como o Brasil).

Ou por extensão, trabalhar com cheque especial; convém evitar a utilização das ferramentas de socorro, certos de que a culpa não é da economia (que não é nova como uns pensam, mas moderna).

(*) José Almodova é professor universitário-Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas-feiras na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br

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