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Anedotinhas do Bichinho da Maçã

(*) Ziraldo
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Pensando em carro, o bichinho da maçã se lembrou do caminhão de mudança e do papagaio.

A mudança foi toda colocada no caminhão. Um desses de carroceria aberta, abarrotado de móveis e tralha, e lá em cima de tudo a gaiola com o papagaio. Mas a mudança devia estar mal arrumada e as ruas eram muito esburacadas. Com o balanço, a gaiola caiu com o papagaio. Desceu todo mundo, acudiram o papagaio e botaram de novo a gaiola lá em cima. Dali a pouco, o pobre coitado despenca outra vez. E outra vez. E mais outra. Mil tombos. Aí o papagaio, já irritado, no último tombo virou-se para o dono e disse:

- Faz o seguinte: me dá aí o endereço que eu vou a pé.

A bicharada chorou de rir. Riram da piada e também da gargalhada do papagaio, que tinha adorado aquela.

O bichinho continuou com outra de carro.

Preveniram o capiau:

- Cuidado com a cidade grande. O trânsito é uma loucura. Os carros voam!

Já na cidade, ele tomou um táxi.

- Me leva para Copacabana.

E o motorista:

- A que altura?

- Se passar de cinco metros, te arrebento.

Na aula de catecismo, a professora tentava ensinar aos alunos lá do cafundó-do-judas como se fazia o pelo-sinal. Ensinou a fazer a cruzinha na testa, na boca, no peito. Ensinou, ensinou, mas não teve muito êxito.

Um dia resolveu testar se tinham aprendido. E um dos meninos disse:

- Óia, fessora, fezê as cruizinha nóis já sabe. Nóis não sabe ainda é espaiá elas na cara.

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