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FRUSTRAÇÃO

Déborah Costa Duarte
| Tempo de leitura: 1 min

Gostaria de relatar a aventura de levar meus filhos (de 3 e 2 anos) para assistirem à peça teatral COCORICÓ, no domingo (2/9), na Luso. Comprei os ingressos antecipadamente e fui informada que o horário de abertura das portas do salão seria às 15h30, com início às 16h. Às 16h, a fila na calçada já dobrava a esquina, com um calor de 34º C, as crianças choravam irritadas com a demora, com sede, fazendo xixi na rua, mamando, etc. Entramos correndo para pegarmos os lugares pois o salão da Luso não possui infra-estrutura nenhuma para uma apresentação teatral: piso num mesmo plano para todas as cadeiras desconfortáveis de plástico, sem acústica, sem ar-condicionado e palco muito mais alto que a platéia. Logo foi anunciado que a aparelhagem de som não iria funcionar, então seria improvisado um microsystem; sem contar que o cenário composto por um muro (imitando cerca), dificultava a visibilidade das faces dos bonecos que ficavam muito altos. Enfim, tudo estava péssimo! Muitas crianças e pais foram embora no meio da apresentação exigindo o dinheiro de volta, e para fechar com chave de ouro, terminada a bela apresentação, os atores que manuseavam os bonecos levantaram-se por detrás do muro cenográfico com as cabeças dos bonecos nas mãos.

As crianças ficaram perplexas e frustradas. O encanto estava quebrado! Gostaria de saber onde está o respeito pelas crianças, tanto fisicamente como intelectualmente?! (Déborah Costa Duarte - RG 13.498.543)

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