Geral

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

O tema escolhido para a realização da Semana Nacional de Trânsito já diz tudo: Álcool e Direção, esta mistura não combina.

Os efeitos do álcool sobre o organismo são conhecidos. Uma taça de vinho melhora o humor, permite aliviar o estresse e até relaxar um pouco. Em excesso, o consumo de bebidas alcoólicas pode ter conseqüências físicas e psicológicas muito mais sérias, às vezes irreversíveis.

O uso abusivo do álcool está associado com as principais causas de mortalidade, como diversas formas de câncer, o diabetes e a hipertensão. Mas é nas mortes violentas, como homicídios, suicídios e acidentes, e em lesões corporais que os efeitos devastadores do álcool são mais visíveis.

Um dos aspectos mais aterradores - e intoleráveis - da questão está no fato de que a maioria da população sabe que beber e dirigir não dá certo. Mesmo assim, infelizmente, muitos insistem em continuar ao volante de um automóvel após ingerirem doses e doses de cerveja, vinho, whisky e afins.

Outro fator preocupante é o envolvimento cada vez mais frequente de jovens e bebidas alcoólicas. Segundo a Polícia Militar, o número de jovens em estado de embriaguez que são surpreendidos dirigindo é muito maior que o de adultos na mesma situação.

Mas, o absurdo maior de toda a situação está na mentalidade equivocada reinante entre uma boa parcela dos jovens. Estes conceitualizam, sem qualquer senso crítico, que a bebida alcoólica potencializaria o desempenho ao volante. O tenente Jorge Luis, da 4ª Companhia da Polícia Militar de Bauru, atesta: Muitos jovens falam que após beberem ficam melhores para dirigir. É preciso quebrar esse paradigma, pois o álcool é responsável direto por milhares de mortes anualmente no Brasil.

Não há estimativas oficiais, mas, segundo a PM, em cerca de 50% dos acidentes nas rodovias um motorista embriagado foi o causador de várias tragédias.

Diante de tais números, resta lembrar mais uma vez o tema que originou a Semana de Trânsito em todo País.

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