Estão surgindo opiniões escritas e faladas, taxando o recente ataque terrorista a Nova York e Washington como reflexo da própria culpa dos EUA, citando que os americanos estão colhendo o que plantaram, em alusão ao massacre de Hiroshima, Nagasaki e o bombardeio a Bagdá, entre outros. Não é preciso percepção acurada para perceber crasso erro de juízo na avaliação de situações distintas. Basta se conscientizar, de forma neutra, que esses três lamentáveis episódios transcorreram durante uma guerra declarada entre nações, onde a tônica circunstancial é matar para não morrer num embate mútuo. Na guerra, o combate entre as forças se dá às claras, num confronto diametralmente diverso da covardia de um ataque traiçoeiro em plena paz! Bagdá foi contra-atacada e o Japão recebeu ultimato de rendição com prazo de evitar a condenável tragédia, numa proposta que apesar de seu caráter, deu mais chance ao inimigo que o surpreendente ataque japonês a Pearl Harbor. É claro que a destruição das duas cidades japonesas foi uma barbárie deplorável (embora tenha gerado a paz imediata) mas que país derrotado naquela guerra não faria o mesmo se pudesse?
A guerra também mata inocentes, mas reitero que a diferença é que nela o perigo é recíproco e esperado, sem a covardia de um terrorismo insano, acobertado à sombra da quietude! Será que muita gente ignora o que aconteceria sem a intercessão dos EUA na última guerra? Agora, eis o impasse: é melhor os EUA se acovardar com o rabo entre as pernas, deixando o campo aberto indefeso, ou revidar, mostrando que o terrorismo será banido na base do bateu, levou? A última hipótese parece mais eficaz porque a pacificidade não comove mentes doentias, onde o despeito odioso supera a racionalidade! (Hélio de Souza - OAB 19.779)