Geral

Editorial

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 1 min

A indústria automobilística continua a sinalizar que vive uma situação extremamente difícil.

Desencadeada pela crise sem precedentes da economia argentina, a queda nas vendas nos últimos meses de automóveis novos e usados fez inchar o pátio de concessionárias e lojas de revendedores autônomos de todas as marcas.

Atingidas em cheio pela retração do mercado, as montadoras lançam mão de todos os recursos de marketing, descontos, promoções e bônus possíveis para tentar reverter a situação.

Mesmo tais estratégias têm sido insuficientes para reaquecer a comercialização de veículos. Assim, consequentemente, a produção nas fábricas acaba sendo maior do que as vendas e a saída acaba sendo inevitável: diminuir a produção até que a situação melhore. Uma decisão, até certo ponto, sensata.

Diante desse quadro, três montadoras já anunciaram que entrarão no esquema da redução: Fiat, Ford e General Motors. A Fiat dispensou 70% de seus trabalhadores da fábrica de Betim, em Minas Gerais, de segunda até a última sexta-feira. A dispensa envolveu cerca de 60% do total de empregados e aproximadamente 7,5 mil unidades deixaram de ser produzidas.

A desaceleração das vendas também foi o motivo alegado pela Volkswagen do Brasil a anunciar que vai dar férias coletivas aos trabalhadores da sua unidade da via Anchieta em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, em outubro. Em julho, a montadora já havia concedido dez dias de férias coletivas.

A General Motors do Brasil também decidiu conceder férias coletivas na área de produção de veículos em suas unidades de São José dos Campos e São Caetano do Sul.

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