O projeto O Caminho, criado para atendimento de menores de rua do Município pelo Centro de Recuperação e Reintegração de Menores (Gilgal), tem praticamente todas as vagas preenchidas. A iniciativa surgiu em junho de 2000, a partir de convênio firmado entre o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e a entidade.
De acordo com Nilce Padovino Mucherone, diretora interna da Gilgal, em alguns momentos, o número de meninos atendidos na entidade pelo projeto O Caminho chega a ultrapassar as 20 vagas estabelecidas pelo convênio. Na semana passada, havia 42 menores na casa, sendo que 18 deles mantidos pela iniciativa municipal.
Pelo convênio, a Gilgal abriga, em regime de internato, menores que vivem nas ruas, incluindo dependentes químicos e autores de pequenos delitos, para recuperação e reintegração à família e à sociedade. O tratamento é pago pelo Conselho da Criança e do Adolescente, que desembolsa R$ 10,00 por dia por menor abrigado. O pagamento dos funcionários, equivalente a R$ 7 mil mensais, fica por conta da Sebes.
Nilce conta que, no início, o índice de fuga dos menores de rua que eram encaminhados à Gilgal era muito alto. Atualmente, ela afirma que esse índice caiu mais de 60%. Isso mostra que eles estão aceitando melhor o tratamento. Eles estão ficando mais aqui e chegam a bater no portão pedindo para entrar, diz.
Quando o número de meninos atendidos pelos projeto O Caminho excede os 20, a Gilgal os acolhe e o Conselho da Criança e do Adolescente paga o valor referente à estadia, que é de R$ 10,00 por dia, por menor.
Consultório dentário
A novidade do Centro de Recuperação e Reintegração de Menores (Gilgal) é que já está funcionando o consultório dentário da entidade, que foi inaugurado em setembro.
A dentista Januária Miranda está prestando atendimento no local, duas vezes por semana, aos abrigados, funcionários da Gilgal e familiares, sendo que a prioridade é dada aos menores. Até agora, 14 meninos já realizaram tratamento completo.
O consultório foi montado, em grande parte, com recursos próprios da Gilgal, através da colaboração de voluntários que pagam mensalmente o carnê. A entidade recebeu algumas doações, como o aparelho de raio-x e o gabinete.
Os menores assistidos pelo Centro contam, ainda, com atendimento médico de oito voluntários de diferentes especialidades.
Além disso, os alunos de ensino musical da entidade formaram dois grupos de pagode e uma banda, que estão disponíveis para fazer apresentações na cidade.