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O PROBLEMA É AQUI

Roberto Nunes Jorge
| Tempo de leitura: 1 min

O sol desponta, cumpre sua rotina de milhões de anos, os pássaros cantam alegremente. Dia lindo, céu azul, nuvens brancas. Começa então dia 11 de setembro.

O empresário desperta preocupado; mais um dia de afazeres. Vai rápido ao banheiro e faz sua higiene pessoal.

Farto desjejum posto à mesa, começa a degustá-lo, ao mesmo tempo buscando freneticamente as páginas de economia dos jornais.

A TV, amiga de seus atrasos diários, é ligada para obtenção de mais informações. O que é aquilo? Acidente trágico? Não, ataque terrorista! Justamente ali? Não é possível!? Pergunta indignado! A potência atingida em seu coração!

Será a iminência da 3ª Guerra Mundial? O que será das minhas aplicações financeiras? Minha empresa?

Ding dong, toca a campainha.

Quem será agora? Pois não quero tirar os olhos da TV!

A campainha insistentemente continua a tocar.

No olho mágico da porta a imagem de um homem esperando ser atendido.

O que será que ele quer? Espero que seja algo importante, pois já está me atrapalhando!

Abre a porta e corre até o portão. Depara-se com um maltrapilho homem.

- O que o senhor quer? O senhor não está vendo o que está acontecendo com o mundo? E o senhor aqui fazendo eu perder o meu tempo no portão!

O mendigo apático a tudo, não entendendo bulhufas, ergue seus olhos em direção ao empresário e diz:

- Por favor, me desculpe, pois faz dois dias que não como. Eu só quero um pedaço de pão! (Roberto Nunes Jorge - RG 14.323.026)

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