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UMBANDA OFENDIDA

Comendador Evandro de Ogum
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Comendador Evandro de Ogum, abaixo assinado, presidente da Federação Espírita de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo vem, através desta, manifestar a nossa reação e indignação diante do pronunciamento dos vereadores Luiz Carlos Valle e pastor Luiz, publicado neste Jornal da Cidade, na terça-feira, dia 15/10. Numa notória pressão contra a Prefeitura e numa tentativa de obter um privilégio e ficar fora da fiscalização, esses pastores tentaram nos usar e nos lançar contra a opinião pública dizendo que terreiro de macumba que eu sei nunca nenhum fiscal passou perto porque tem medo do feiticeiro lançar alguma praga. É uma verdadeira palhaçada.

Que saudade do doutor Paulo Valle, aquele sim que era cristão! Foi um grande amigo meu! Sabia respeitar as pessoas e a sua fé, com dignidade! As palavras desses vereadores foram uma grande ofensa contra toda a comunidade espírita bauruense e até brasileira porque emitem conceitos que em absoluto não se coadunam com a nossa maneira de agir e praticar a nossa religião. E ao contrário do que afirmam, nossos templos sempre estiveram abertos à fiscalização por parte de homens da Prefeitura e, inclusive, fiscais do Imposto de Renda (Receita Federal). Será que todos são assim?

Notamos claramente que esse tipo de pronunciamento nada mais é do que uma pressão indevida contra o senhor prefeito, que vem agindo corretamente, isto é, implementando a política certa. Eu explico mais: a Prefeitura deve, sim, exercer a fiscalização para que, dentro do possível, esses locais não fiquem vulneráveis e estejam garantidas a segurança e a integridade física das pessoas que ali freqüentam. E como autoridades, agentes públicos, na condição de vereadores deveriam ser os primeiros a saber disso.

Os templos de Umbanda são casas de fé e caridade que de maneira alguma se enquadram nas qualificações que esses pastores quiseram passar para o povo bauruense. Procuramos sempre agir com dignidade e ética, motivo pelo qual jamais seremos os primeiros a criticar outras religiões, como no caso presente em que fomos vítimas. (Comendador Evandro de Ogum - RG: 8.858.835)

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