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Polícia Civil abre concurso para 1.620 vagas no Estado

Redação
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Em breve, a Polícia Civil de Bauru e região deverá contar com mais delegados, investigadores de polícia e escrivães em seu quadro de profissionais, atualmente bastante enxuto. Está em trâmite a abertura de concurso para contratação de policiais que atuarão no Interior do Estado.

De acordo com o delegado Anivaldo Registro, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior - 4 (Deinter-4), hoje às 14 horas, o governador Geraldo Alckmin deverá assinar autos autorizando a abertura de concurso público para contratação de delegados, investigadores, escrivães e papiloscopistas policiais (responsáveis pela manipulação de impressões digitais) pela Polícia Civil.

Serão abertas 214 vagas para delegados, 577 para investigadores, 688 para escrivães e 141 para papiloscopistas, totalizando 1.620 vagas. Destas, ainda não sabe-se quantas serão destinadas a Bauru. Após o concurso, saberemos quantas virão para cá, expõe Registro.

As vagas estão sendo direcionadas para o Interior do Estado já que no último concurso a maior parte dos profissionais foi destinada à Capital.

O delegado Registro enfatiza que, na região do Deinter - 4, 46 municípios estão sem delegado. A carência resulta em acúmulo de funções para outros delegados. Por exemplo, o titular de Piratininga atualmente responde também por Presidente Alves, que não tem delegado.

Na subregião de Bauru, são seis municípios que não contam com delegado titular: Balbinos, Paulistânia, Presidente Alves, Reginópolis, Ubirajara e Arealva.

Registro acrescenta que, no Interior do Estado, o Deinter que apresenta o maior déficit é o de Bauru, em virtude da grande quantidade de profissionais aposentados, promoções, exonerações ou demissões. No ano passado, registramos quase 70 investigadores aposentados, exonerados ou demitidos, agrava o diretor do Deinter - 4.

Seccional

O delegado Antônio Ângelo Ciocca, titular da Delegacia Seccional de Bauru, destaca a grande defasagem de profissionais na subregião de Bauru. Existe uma defasagem geral, salienta.

A resolução da Secretaria de Segurança Pública 73/91, de 1991, estabeleceu o número de funcionários que cada unidade da Polícia Civil deveria ter. De acordo com a resolução, que data de dez anos atrás, Bauru tem defasagem de 13 delegados, 43 escrivães de polícia e 106 investigadores.

Falta uma delegada para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e quatro delegados para o Plantão Policial, por exemplo.

A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra), atualmente tem 20 investigadores, quando deveria ter 36. Já a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que também deveria ter 36 investigadores de polícia, tem apenas sete.

Na DDM, além da delegada, faltam três investigadoras e duas escrivãs. Já os quatro Distritos Policiais, cuja demanda pede, no mínimo, dez investigadores de polícia, têm três ou quatro profissionais cada um.

Em outros municípios da jurisdição da Delegacia Seccional de Bauru, a situação não é diferente. Agudos, por exemplo, têm um déficit de quatro investigadores. Esperamos que, com o concurso, pelo menos parte dessa defasagem seja reposta, acrescentou Ciocca.

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