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Usuários da Sorri ajudam no projeto Quebrando Barreiras

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 4 min

Completando 25 anos de fundação, a Sociedade de Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri) de Bauru lançou, ontem à noite, o projeto Quebrando Barreiras, que foi elaborado com a participação de usuários da entidade. O projeto consiste em 25 programas em várias áreas que visam a socialização e cidadania dos portadores de deficiência atendidos pela Sorri.

Autoridades nacionais das áreas de educação, saúde, assistência social e jurídica participaram do lançamento do projeto, realizado no Garden Quality Suítes. Entre as autoridades, estavam a professora Marilene Ribeiro dos Santos, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação, e Ika Fleury, diretora voluntária da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e Fundação Dorina Nowill.

Após visita à Sorri-Bauru, acompanhadas por Carmem Bueno, coordenadora geral da Sorri-Brasil, e João Carlos de Almeida, o JOÃOBIDU, presidente da Sorri Bauru, ontem à tarde, Marilene e Ika, em entrevista ao JC, disseram que o principal desafio na área de atendimento a portadores de deficiência ainda é a inclusão social.

A inclusão, segundo elas, exige das entidades competência e seriedade. E nesses itens, Marilene e Ika elogiaram muito a Sorri-Bauru e a Sorri-Brasil, fundada para levar os serviços oferecidos a outras cidades e Estados. Marilene, como secretária de Educação Especial do MEC, acredita que o Brasil está trilhando no caminho certo no atendimento ao portador de deficiência adotando políticas de educação especial.

Para Marilene, a sociedade, apesar de ainda existir discriminações, reconhece que o portador de deficiência tem direito à educação e tem condições de trabalhar. Ela contou que a Sorri-Brasil trabalha em parceria com o MEC em projetos de expansão e melhoria da educação especial (para portadores de deficiência).

O principal item desses projetos é a capacitação dos professores, para que eles estejam preparados para trabalhar com portadores dos vários tipos de deficiência. Segundo ela, quando o projeto começou, em 1995, a meta era implantá-lo em 1.500 municípios. Hoje, esse projeto de educação especial funciona em 3.750 municípios.

Na opinião da secretária do MEC, com professores tecnicamente capacitados e removendo barreiras surgidas por conta de preconceitos, é perfeitamente possível atender portadores de deficiências em salas de aulas comuns. Ela frisou que, para isso, o MEC está reformulando a grade curricular do professor, incluindo disciplinas sobre deficiências.

Ao professor que já está na ativa, é oferecido curso à distância. Esse processo de capacitação do professor inclui cursos de libra (linguagem dos sinais), sistema Braille e orientação espacial (para cegos). Ika Fleury, que é diretora da AACD, explicou que as dificuldades existem, mas quanto mais os professores tiverem experiência e entenderem o mundo dos portadores de deficiência, mais fácil fica o processo.

Ika destacou o trabalho realizado pela Sorri-Brasil e Sorri-Bauru para a inclusão social por envolver não apenas o portador de deficiência, mas sua família e a sociedade como um todo. Para ela, entidades como a Sorri têm a função de preparar os seus assistidos para os desafios do mundo, o que inclui mercado de trabalho.

De acordo com Ika, a família, muitas vezes, não percebe o potencial que o portador de deficiência tem e por isso acha que a melhor alternativa para ele é uma entidade. Os projetos da Sorri, na opinião dela, são muito importante porque mostram que o deficiente tem limitações, mas também tem habilidades.

Lucimara Figueiredo, coordenadora de comunicação da Sorri, disse que o projeto Quebrando Barreiras, composto de 25 subprojetos, foi elaborado por funcionários e usuários da Sorri. Os projetos estão aglutinados em três grandes áreas - pensar, agir e resultados - e visam, prioritariamente, a cidadania.

No evento do lançamento do projeto, ontem à noite, era esperada a presença das seguintes autoridades: Ismaelita Maria Alves de Lima, representando o Ministério da Justiça; Denise Lapolla de Paula Aguiar dos Santos, representando o Ministério do Trabalho; Sheila Miranda e Gérson Fernandes Mendes Pereira, representando o Ministério da Saúde.

Saiba mais sobre a Sorri

A Sorri é uma entidade fundada em Bauru há 25 anos e que, atualmente, atende cerca de 150 pessoas entre portadores de deficiência física, auditiva, visual parcial, mental e múltipla, além de portadores de hanseníase e alguns casos sociais, em programas de reabilitação e capacitação profissional. Já passaram pela entidade 6.991 usuários, sendo que 355 conseguiram entrar no mercado de trabalho.

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