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Alunos de Arquitetura entram para o livro de ouro da Unesp

Redação
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O grupo de estudantes de arquitetura Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac), vencedor do 1.º Concurso de Anteprojetos Arquitetônicos, recebeu menção honrosa no livro de ouro da Unesp, fato que não ocorria desde 1976. No livro de ouro ficam registrados os grandes feitos de pessoas ligadas à universidade.

O concurso de Anteprojetos foi promovido no começo do ano com a finalidade de fazer com que os alunos de arquitetura efetuassem projetos para os prédios do novo câmpus da Unesp, em São Vicente. Assim, uma comissão de professores do Departamento de Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo elegeu o melhor projeto. Os alunos Leandro Antunes, Leonardo Capobiancco, Fernado Lima e Luis Vicente Robles foram os vencedores.

O grupo projetou um prédio de 1.500 metros quadrados com salas de aula, dois laboratórios, um laboratório de informática, biblioteca, anfiteatro, sanitários e a administração, que deve começar a ser construído ainda este ano. Eles também desenvolveram soluções para a área externa e para um outro prédio com construção prevista para 2003.

A primeira característica do anteprojeto vencedor é que os prédios foram idealizados sobre colunas, criando uma área coberta que pode ser aproveitada para atividades culturais. O câmpus se localiza em um bairro pobre de São Vicente, por isso tivemos a preocupação de desenvolver nele um espaço de lazer, que possa ser usado pela comunidade local, afirma Leonardo Capobiancco.

Um problema encontrado na confecção do projeto é que o terreno de São Vicente é pantanoso, pois fica próximo à praia. Por isso, os estudantes tiveram a preocupação de fazer uma construção baixa, de dois pavimentos. Outro ponto, que justifica a existência de apenas dois andares, é que o câmpus não deve destoar da arquitetura local, composta prioritariamente por sobrados e casas térreas.

Uma característica do projeto que mereceu elogios da comissão julgadora foi a preocupação com o conforto térmico dos ambientes. A solução encontrada pelo grupo foi utilizar na área externa um material que funciona como um protetor solar, uma segunda pele do prédio, afirmam. Assim, facilita-se a ventilação e é dispensado o ar condicionado. Pensamos no conforto de quem vai assistir aula lá. Não podemos criar uma sala de aula que seja um convite a não assistir aula, conclui Fernando Lima.

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