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Corregedor-geral deixa o cargo depois de três anos

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de atuar por três anos como corregedor-geral da Prefeitura de Bauru, o advogado Darcy Bernardi pediu exoneração do cargo. A publicação do ato está registrada na edição de ontem do Diário Oficial do Município.

Ele assumiu a função logo após a posse de Nilson Costa (PPS) como prefeito da cidade, em agosto de 1998, devido a cassação do mandato de Antonio Izzo Filho. Assumiu interinamente o posto o advogado Odair de Campos Mello, que integra a equipe de corregedores.

Embora Bernardi garanta que sua exoneração foi motivada por motivos de ordem particular, nos bastidores políticos os comentários são outros. Sua manutenção no cargo teria ficado insustentável após um desentendimento com o vereador Paulo Eduardo Martins Neto (PFL), que integra a base de apoio do prefeito Nilson Costa (PPS).

O parlamentar não gostou do comportamento do ex-corregedor em entrevista jornalística sobre a denúncia do sumiço de vales-compras, ocorrida pouco antes da cassação de Antonio Izzo Filho. Bernardi citou o nome de Paulo Eduardo - secretário de Administração na gestão Izzo - durante a entrevista, o que irritou o vereador. O pefelista confirmou o desentendimento com o ex-corregedor, mas nega qualquer participação na sua exoneração.

Bernardi também afirmou que a sua saída da Corregedoria ocorreu por motivos particulares e não tem qualquer fundamentação política. Eu tenho escritório de advocacia e preciso cuidar da minha vida profissional. Acho que cumpri minha obrigação com o Município e com o prefeito Nilson Costa, avaliou.

O advogado relatou que é amigo pessoal do prefeito desde o início dos anos 60, áureos tempos da UDN. Ele calcula que durante sua permanência no cargo de corregedor-geral do Município cerca de três mil processos internos envolvendo servidores foram julgados.

Não tenho nada a reclamar da Corregedoria-Geral do Município. A equipe com a qual eu trabalhei vale ouro, elogiou. Um dos processos mais polêmicos que marcaram a gestão de Bernardi na Corregedoria foi a morte do estudante de jornalismo Flávio Polaquini nas dependências do Pronto-Socorro Municipal. Uma sindicância apurou denúncia de negligência no atendimento, mas nada foi provado.

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