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Redação
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Interpelação

O advogado Evilásio Pereira da Silva Júnior não gostou nem um pouco do envolvimento de seu nome na reclamação de supostas pressões contra Luciana Figueiredo, diretora do serviço de receita do DAE. Anteontem, o advogado protocolou na CEI um documento no qual desmente a ocorrência de pressão para que ela não falasse a favor da diretoria e adianta que está interpelando judicialmente a servidora para provar o que disse.

Foco da CEI

É óbvio que a acusação feita por Luciana Figueiredo, na CEI, deve ser apurada. Se for confirmada, configuraria uma interferência na investigação, embora essa denúncia tenha sido feita tanto em relação ao comando do DAE quanto em relação aos adversários interessados. O que não é concebível é que se use o episódio para sair do foco central: a acusação de renúncia de receita.

Falta de critério

Outro ponto coloca os trabalhos da CEI em xeque. Qual o critério para a exposição de pessoas e empresas, desde aqueles que estão sendo convocados como os que são citados no processo? A comissão permitiu que alguns depoentes levantassem dúvidas sobre fatos que não estão em apuração e impediu outros. A situação provocou até bate-boca entre os membros pró-administração e da oposição.

Preservação

Agora, exatamente na fase de apuração do terceiro item, não parece ter sentido a CEI preservar nomes e fatos sob alegação de evitar constrangimentos, assim como é necessário muito cuidado para não se levantar falsas situações. Já ficou claro o que define renúncia de receita e o que significa alteração de conta de consumo de água com base no regulamento. O povo, o JC e o Ministério Público continuam acompanhando atentamente.

Em fevereiro

O candidato do PSDB à Presidência da República será conhecido apenas em fevereiro. A previsão é do líder tucano no Senado, Geraldo Mello (RN). Segundo o senador, haverá uma desarticulação natural das forças políticas na virada do ano, que só retomam para valer as decisões em meados de janeiro.

Presidenciáveis

Por enquanto, José Serra (ministro da Saúde) e Tasso Jereissati (governador do Ceará) são os nomes mais cotados. Correm por fora ou são lembrados o deputado federal Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin. Além disso, há uma expectativa quanto a uma possível tentativa de permitir a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Dois mandatos

Uma pessoa com tráfego entre tucanos estaduais não acredita que o presidente FHC queira um terceiro mandato. Além do terrível desgaste da aprovação de uma emenda constitucional para isso, o analista lembra os exemplos de Carlos Menem (Argentina) e de Alberto Fujimori (Peru), que saíram condenados pela opinião pública de seus países, após forçar novos mandatos, embora ressalvando-se as muitas diferenças entre eles.

Olho no mundo

É inegável o prestígio que o presidente Fernando Henrique desfruta nos países do 1.º Mundo. E ele se esforça para isso. Assim, uma das apostas para o pós-mandato é que FHC assuma um cargo de relevância em algum organismo internacional, como a ONU ou, para sermos mais modestos, a OEA.

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