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Nem é preciso rezar...

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

A penosa notícia está aí nos jornais do mundo inteiro. Segundo os comandantes afegãos bem mais cedo do que os norte-americanos possam vir a imaginar os Estados Unidos poderão ser totalmente destruídos, pois a planificação da indesejada debacle já está concluída. Não só elaborada, em termos absolutamente finais, como entregue à ajuda de Deus - afirmam os comandantes - o que aumenta substancialmente a sua potência, conforme as esperanças dos menores do Oriente Médio, repetimos. Contudo, eles, que reconhecidamente, já têm em mãos um fabuloso arsenal de armas mortíferas, será que necessitariam da colaboração divina para a execução dessa nova tragédia? Será que Deus se colocaria em conivência com eles, para a concretização de nova mortandade humana, a julgar-se pela consciência iniludível de que o Pai da humanidade não deseja a morte de ninguém e, inegavelmente, a salvação de todos? Então, temos de duvidar e até jurar de mãos postas que se a debacle vier a acontecer não será com algum empurrãozinho do Mestre. De qualquer forma, entretanto, preocupa fundamentalmente a grave ameaça dos dirigentes afegãos, os quais, se foram capazes de executar as primeiras destruições em Nova York e outros pontos do universo não deverão deixar de sê-lo também agora, quando estão mordidos pelas devastações que vêm sendo feitas, em represália, pelas compactas tropas aliadas, em seu velho território. Preocupa, sim, face à circunstância de que se pode imaginar desde logo o volume de danos que a nova investida se abateria não só nos Estados Unidos mas também no mundo todo com a destruição de tudo quanto existe - e como existe! - na enorme América do Norte. Nem é bom pensar-se nisso, como ainda hoje se pensa nos horrores dos ataques de 11 de setembro, marcados na memória de todos dos quantos vivem sob o sol, a lua e as estrelas produzidas por Deus, em função do elevado número de mortos e feridos que eles perpetraram. Exatamente ao contrário, é bom, ou melhor, esplêndido, que se recorra à bondade do Criador não para se invocar sua ajuda quanto à destruição mas, unicamente, para a salvação do que existe no país vizinho, ainda que se saiba que o Pai não cairá jamais nas malquerenças de quem quer que seja. Entendemos que nem é preciso rezar por isso. É a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista da Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

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