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PIERRE

João Francisco Tidei Lima
| Tempo de leitura: 2 min

Somente, neste sábado, dia 24, fiquei sabendo da morte do grande Fernando Pierre, um dos maiores jogadores da história do E.C. Noroeste, como sublinhou, em sua coluna, Leonardo de Brito.

Permito-me repetir, o que escrevi há cinco anos na seção Tiro Livre do falecido Diário de Bauru:

De vez em quando topo com o Pierre esperando os netos na escola. Fiquei sabendo que regularmente ele ensina futebol para os meninos do Lar Escola Rafael Maurício.

Deve passar aos garotos a energia que o marcou como um dos maiores jogadores da história do Noroeste. Nenhuma finesse no trato com a bola. Nisto, até que exibia um arroz com feijão.

Mas era um guerreiro, sempre disposto a manter inviolado o terreno que lhe era dado defender, fosse nas laterais ou na zaga central.

Não ficava nisso. Empurrava o time pra frente e ia junto, quando o ataque não engrenava. Decidiu jogos memoráveis. Lembro-me de um deles, contra a Ponte Preta, em Bauru, pelo turno de classificação de 1957. Zero a zero, o goleiro Fernandes pegando tudo, menos a cabeçada letal do zagueiro central Pierre, a três minutos do fim.

Pierre, Mingão, Irineu Pé de Boi, Xandu, Zeola, Luiz Marini, Chocolate e outros, simbolizaram uma época. Uma homenagem do E.C. Noroeste a eles não seria apenas um ato de justiça. Seria também um gesto educativo. Para mostrar aos atletas que chegam, que o clube tem uma história. A camisa, hoje quase coberta pelo logotipo do patrocinador, simboliza uma tradição de conquistas e glórias. Vesti-la, além de um compromisso profissional, deve ser também motivo de orgulho, de que são exemplos muitos atletas do passado.

Não seria oportuno lembrar às gerações mais jovens que o Noroeste nunca foi (e não pode ser) simplesmente um Onze camisas F.C., como judiciosamente já advertia em seu saboroso livro o saudoso José Carlos Galvão de Moura? (João Francisco Tidei Lima - RG.8.671.142)

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