Geral

Bem-vinda

(*) Rubens Marchioni
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Final do ano letivo. Clichê: o ano voou. Fugiu, feito pássaro agitado, das nossas mãos. Professores, mal havíamos entendido a segunda-feira e o sábado já estava ali, passagem rápida, levando-nos para a próxima segunda. Sabemos e ensinamos um bocado de coisas. Só não aprendemos como controlar a marcha dos segundos.

De tudo isso, reforçamos o aprendizado segundo o qual não podemos perder tempo. E novamente entendemos o pensamento de Heráclito, para quem a única coisa permanente é a mudança. Mudança de tempo, mudança de tendências. Mudanças que arrastam escolas e profissionais, levando-nos a trilhar caminhos que pouco tempo atrás pareceriam impensáveis.

O mercado da comunicação já não fala em propaganda, publicidade ou coisa assim. O conceito mudou. Porque descobriu-se que a idéia do trabalho orquestrado é essencial - daí a nova arquitetura: comunicação integrada. Pode-se fingir que nada mudou. Mas certamente o resultado final será um show de desarmonia, daqueles que machucam até os ouvidos menos sensíveis. Os integrantes do novo conjunto: Jornalismo, Marketing Direto, Promoção de Vendas, Propaganda, Publicidade, Relações Públicas, Venda Pessoal... Qual o mais importante? Todos. Tanto que para não sugerir preferências fiz questão de relacioná-los em ordem alfabética rigorosa.

A propósito, neste segundo semestre vivi uma experiência no mínimo animadora. É verdade que, ao menos por insegurança, muitos jovens tendem para o conservadorismo. Compreensível para quem vive o desafio de caminhar com tanta freqüência por experiências sempre novas. O que muda, às vezes, é a maneira como reagem ao desconhecido.

Trabalhando com o IV semestre de Relações Públicas na universidade onde em dupla com Roberto Constante ensino comunicação, percebi o quanto os alunos estão abertos à proposta de integrar às atividades de RP as de PP. A receptividade revelou um grupo de estudantes que mantêm um olho no presente e outro no futuro. E não o fizeram apenas porque agora o assunto propaganda entrou para o currículo. Quem acompanhou de perto essa história toda pôde sentir que, para aquela turma, a Propaganda fazer parceria com Relações Públicas é a coisa mais natural do mundo. Ponto para ela.

Nada mais óbvio? Claro que sim. Mas não é preciso ir muito longe para encontrarmos sinais evidentes de rejeição ao óbvio. Afinal, vivemos tempos em que até mesmo a idéia de manter a sobrevivência biológica parece ser vista como algo absolutamente secundário. O que torna o mérito do grupo pioneiro ainda maior.

Só assim as mudanças encontram um espaço para tornar o trabalho de agências, clientes e veículos ainda mais competentes, com resultados que justificam toda forma de investimento feito. Aí está a grande aula que recebemos. Quem tiver ouvidos...

(*) Rubens Marchioni é especialista em Propaganda pela ESPM, consultor editorial e profissional de treinamento. rumarchioni@uol.com.br

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