Saúde

Exercícios de paz e harmonia

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 4 min

Melhorar o corpo e, principalmente, a mente é o grande desafio do homem moderno. A rotina baixa a resistência, o bom-humor e a tolerância, ao mesmo tempo eleva os níveis de tensão e ansiedade que acabam desencadeando uma série de outros problemas.

Reverter essa situação não é impossível e pode ser conquistada através de exercícios simples e até de pequenos gestos, que se perderam no corre-corre e a gente nem tem tempo para imaginar o quanto nos fazem bem. Você se lembra da última vez que se divertiu com os amigos, brincou com os filhos sem ter preocupações, lavou o carro ou tomou um banho com direito a ritual, ou que simplesmente, observou um pássaro no ninho ou sentiu o perfume de uma flor ainda no jardim?

Se você respondeu sim a mais de duas questões e o tempo dessas atividades não passou de uma semana, está no caminho certo para harmonizar sua vida, mesclando o estresse (que inevitavelmente faz parte de nossas vidas) com muito mais equilíbrio e qualidade.

Em primeiro lugar, para se combater o estresse é preciso ter uma atividade anti-estresseante na agenda diária, ou no mínimo, no final de semana. Para isso, é preciso que cada pessoa detecte o que é relaxante para ela. Um passeio, um bate-papo, uma massagem, um esporte ou qualquer outro tipo de lazer que a faça relaxar ou sentir prazer.

“Mas quando a pessoa está estressada há muito tempo ou por muitos motivos, nem sempre consegue relaxar. É como um eletrodoméstico ligado além de sua carga. Uma hora, ele pifa”, adverte o psicólogo e psicoterapeuta José Luís Cremonesi.

Para reverter o quadro é preciso ganhar uma energia diferente, através de uma atividade também diferente, para fazer com que a pessoa se sinta preenchida a ponto de descanso. “Ela precisa realmente se desligar dos problemas”.

O psicoterapeuta aponta que não é todo mundo que gosta de caminhada, mas ela estimula os hormônios que combatem a depressão. Para quem quer soltar a raiva depressa e liberar adrenalina com maior facilidade, ele indica um jogo coletivo como futebol, vôlei, biribol, que além do benefício do exercício em si, traz a brincadeira e outras pessoas para perto. Os exercícios aquáticos também são indicados neste processo. Além de dar aquela “desanuviada”, ajudam no processo de liberação das cargas negativas.

Para as pessoas que vivem um momento de muita solicitação, Cremonesi orienta para que baixem o nível de estimulação, que fiquem menos ligados a mil coisas e pessoas ao mesmo tempo. Cada coisa de uma vez aumenta a qualidade de vida de quem faz e da ação que está sendo feita. A ioga e as atividades com perspectivas orientais como origami, bonsai, tangram, abrem os canais da percepção e requerem um ritmo desacelerado para que sejam bem-feitas e com bons resultados.

Namorar, tocar, olhar fixamente, abraçar. O exercício da afetividade é algo muito estimulante à auto-estima, também é bastante confortador. “As pessoas precisam se tocar mais. Quanto mais abraçar, melhor”, resume Cremonesi.

Estresse é importante

Segundo o psicoterapeuta, é impossível viver sem um mínimo de estresse. É importante termos uma dose de ansiedade para motivar a nossa produção, nossa atividade. Tudo o que é igual entedia.

Mas não se deve fazer da ansiedade meio de vida e passar o dia formulando mil coisas, para uma hora explodir como um vulcão.

No trabalho, por exemplo, é preciso aprender a lidar com o ambiente e com a diferença natural das pessoas, acreditando no quanto se é bom e capaz, não encanar à primeira crítica e não ficar escravo da busca da perfeição.

Se fazer uma coisa que você usualmente não faz, ainda não é suficiente para estimular a auto-estima, é necessário que se busque dentro desse caminho um outro. Em resumo, diz Cremonesi, “é preciso lançar-se ao novo.”

Pequenos movimentos

Ir a um lugar diferente Traçar um novo roteiro para a caminhada Fazer faxina no guarda-roupa e na papelada Comprar uma roupa nova Comer num restaurante novo e saborear a comida Abraçar, beijar e olhar nos olhos Encarar a academia Manter a calma Cuidar do jardim Enfrentar nossos “bichos-papões” Expor emoções Sentar na calçada para tomar sorvete ou lanche de carrinho Resgatar velhos amigos Acreditar em si mesmo

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