A liberação da ponte que liga o Jardim Beija-Flor ao Núcleo Mary Dota, na tarde de ontem, está sendo sinônimo de descanso para João Carlos Rossalin Moreno, que há dias estava exercendo a função de “agente de trânsito†na rua que na última semana funcionou como a única passagem entre os dois bairros. A tranqüila rua Benito José Alegro havia transformado-se em um corredor de tráfego intenso para carros, ônibus e caminhões.
Desde a forte chuva da última sexta-feira, que “comeu†a base do aterro da cabeceira da ponte no lado Beija-Flor, a passagem ficou interditada e a ligação entre os dois bairros estava sendo feita através da rua Benito José Alegro - para onde as placas de desvio da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) apontavam durante esta semana.
O morador João Carlos conta que sentia-se na obrigação de ficar de plantão em frente à sua casa - como um “guarda de trânsito†- para orientar as pessoas que passam pelo local e auxiliar idosos e crianças na travessia. “Até para conversar na porta estava difícil. Tomara que não chova de novo para que a ponte não volte a desabarâ€, diz.
Ele acrescenta que, esta semana, uma senhora idosa quase foi atropelada pela dificuldade em atravessar a rua frente à grande quantidade de veículos. Em outra oportunidade, um homem embriagado teria sido auxiliado por João Carlos ao ficar preso entre os dois corredores de veículos que trafegavam em mão dupla. “O trânsito estava muito rápido aqui. Ninguém pára e as pessoas não conseguem atravessar a ruaâ€, enfatiza João Carlos.
Segundo a moradora Cláudia Maria Nunes Rossalin, com o desvio, a quantidade de ônibus quase triplicou na rua Benito José Alegro.
Acesso
O primeiro problema do acesso ao Núcleo Mary Dota surgiu no dia 17 de dezembro do ano passado. O aterro da ponte ficou vulnerável e a velocidade com que a água da chuva passava pelo local desgastou a base do aterro.
No início de janeiro deste ano, a chuva novamente levou o aterro da ponte, na cabeceira do sentido Mary Dota. A Secretaria Municipal de Obras providenciou os reparos e a passagem foi liberada 19 dias depois do incidente. Foram refeitos o aterro, as galerias para águas pluviais e as bocas-de-lobo.
Na última sexta-feira, foi a vez da cabeceira no lado do Jardim Beija-Flor apresentar problemas. As águas da chuva levaram a base do aterro e a ponte apresentou sinais de colapso.
“Ficamos preocupados e achamos melhor interditar. Cortamos um pedaço do aterro e fizemos uma nova compactação. Depois refizemos as bocas-de-lobo e asfaltamos um terço da pistaâ€, expõe Edmilson Queiroz Dias, secretário municipal de Obras.