Economia & Negócios

Registros no SPC aumentam 38%

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

A quantidade de nomes incluídos no cadastro de inadimplentes do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) de Bauru foi 38,8% maior em fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 4.260 registros feitos no mês passado, contra 3.069 em fevereiro de 2001. Na comparação com janeiro deste ano, os registros aumentaram 5,89% (sendo 4.023 em janeiro).

Para o economista e delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), Reinaldo César Cafeo, essa situação ainda é reflexo das compras de final de ano aliado à falta de planejamento do orçamento doméstico e ao achatamento da renda pessoal.

“Com uma renda menor, as pessoas priorizam gastos. Portanto, existem muitos casos de quem dá preferência para pagar IPTU, IPVA e o material escolar dos filhos, do que quitar prestações feitas no comércio. O desemprego também colabora para o aumento da quantidade de nomes incluídos no SPC”, analisa Cafeo.

A queda de 8,7% na quantidade de nomes excluídos do cadastro em fevereiro, na comparação com igual período do ano 2001, é uma conseqüência da situação apontada anteriormente, conforme análise do economista. Foram 2.238 exclusões feitas este ano, contra 2.452 em fevereiro do ano passado.

“Se as pessoas estão tendo seu nome incluído na lista de indimplentes por não conseguirem honrar compromissos financeiros em função do achatamento da renda, conseqüentemente não têm condições de retirar o nome do SPC”, resume Cafeo.

Em relação à janeiro deste ano, a situação também é negativa. No mês passado, 2.238 pessoas conseguiram retirar o nome do cadastro de devedores. Em janeiro, 3.094 fizeram isso. A diferença é de 27,66%.

Em relação ao número de consultas realizadas por lojistas de Bauru junto ao SPC, em fevereiro (deste ano) totalizaram 33.692. Isso significa uma diferença de menos 14,83% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registradas 39.562 consultas.

A diferença, segundo Cafeo, seria resultado da queda das atividades do comércio nesse período, que é justificada tanto pelo fato de ser um mês atípico - com feriado de Carnaval -, quanto ao achatamento da renda da população. Com a atividade reduzida, também diminui a quantidade de consultas.

Na comparação com janeiro deste ano, a queda é de 7,31%, já que no primeiro mês de 2002 foram realizadas 36.351 consultas. Para Cafeo, esse índice mostra, essencialmente, a queda do nível de atividades.

“Além do feriado de Carnaval, o mês de fevereiro é menor que o de janeiro. Isso, aliado ao fato das pessoas não estarem fazendo muitas compras em função das dívidas restantes do final do ano, justificaria a queda no número de consultas feitas em fevreiro deste ano, na comparação com o mês anterior”, conclui.

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