Entrelinhas

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Redação
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• Investigação atacada

Extremamente nervosa, lendo um discurso raivoso, escrito por alguém, a vereadora Maria Majô Jandreice (PC do B) atacou as investigações feitas pelo Jornal da Cidade no caso do qual é relatora, ou seja, a perfuração de poço profundo sem licitação, por R$ 246 mil, no Parque Roosevelt, sobre o qual fez um relatório brando, sem responsabilizar ninguém, apesar das constatações de irregularidades feitas pelos colegas da própria CEI - onde ela está, pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do Estado.

• Não intimidará

A verborragia irada da vereadora governista em nada intimida o JC, pelo contrário, só reforça nosso trabalho em prol da moralização administrativa do dinheiro público, que alguns parlamentares se omitem de fazer. Estranhamente, o ataque de Majô coincide com outras apurações que o jornal tem levado a cabo, junto com o Ministério Público e com vereadores descompromissados de favores oficiais, isto é, os contratos de centenas de milhares de reais da Cohab para realização de serviços que poderiam ter sido feitos por funcionários.

• Emprego incorreto

A vereadora criou muita expectativa quando se elegeu sob a promessa e o dever de fiscalizar atos do Poder Público. A veemência e a virulência de seu discurso contra o JC teriam sido melhor empregados em defesa dos verdadeiros interesses públicos, particularmente no relatório vazio que elaborou, e não para desviar o foco de um dos principais assuntos discutidos atualmente pela cidade. A população a teria aplaudido.

• Teoria ultrapassada

A imprensa livre e que apura as artimanhas dos agentes públicos sempre vai incomodar aqueles que se sentem feridos em seus interesses particulares. É muito fácil lançar mão de teorias conspiratórias de jornalistas contra políticos para justificar o porquê de matérias tão reveladoras, que lançam luz sobre práticas estarrecedoras. Não é a primeira vez que isso acontece nem será a última, porque este jornal não vai se calar.

• Que emergência?

Aliás, mais um fato desconsiderado pelo relatório da CEI do DAE e que está na edição de hoje (página 3) revela o quanto foram omitidas facetas importantes do rumoroso caso. Tenta-se, desesperadamente, se caracterizar uma suposta situação de emergência para justificar a ausência de licitação pública. Ocorre que após terminado o poço do Roosevelt, o DAE demorou 73 dias para pedir a ligação de energia elétrica. Detalhe: a obra se deu em apenas 34 dias. Que emergência é essa? Como fica o relatório após esta informação crucial?

• Expectativa

O vereador Paulo Martins Neto (PFL) não se manifestou, ontem, sobre fechamento de questão contra o relatório de Majô, decidido por seu partido. Ele dá sinais de que é a favor do relatório. Entre hoje e amanhã, Martins e a cúpula do PFL vão se reunir. O vereador tem uma emenda, cujo teor é um mistério.

• Posição do PMDB

Já o presidente do PMDB, Alex Gasparini, disse que vai conversar com o vereador Rodrigo Agostinho sobre o posicionamento do partido quanto ao relatório da CEI do DAE, que será votado nesta quinta-feira.

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