Economia & Negócios

Qualificação profissional: uma necessidade

(*) Fernando José Martha de Pinho
| Tempo de leitura: 2 min

As últimas reviravoltas econômicas ocorridas no Brasil, principalmente após 1994 (era Collor), expuseram uma faceta cruel do chamado processo de globalização da Economia. De um lado, as empresas demandando profissionais cada vez mais qualificados e de outro, um imenso contingente de pessoas oferecendo serviços e mão-de-obra de baixa qualificação. Infelizmente, para a maioria da classe trabalhadora, a tendência é de que sejam criados cada vez menos empregos que demandem baixa qualificação profissional, privilegiando-se os profissionais de alto desempenho técnico, pois, com o aperfeiçoamento dos processos de produção de mercadorias e serviços, tende-se a eliminar etapas que agregam pouco ou nenhum valor aos consumidores.

Por essa razão, não tem sido fácil para muitas empresas preencher todas as vagas disponíveis. Bons empregos existem em abundância (bem como muito dinheiro para remunerá-los), porém, faltam candidatos que atendam às exigências feitas atualmente.

Para as pessoas que estão à procura de boas colocações ou de condições de expansão do próprio negócio, seria de vital importância que atentassem para algumas qualidades exigidas dos candidatos: a) saber inglês com fluência; b) conhecer um segundo idioma como espanhol ou alemão; c) ter boa redação e qualificado grau de argumentação oral (evitando-se gírias e palavras de baixo calão); d) possuir amplas habilidades em informática; e) saber utilizar a Internet; f) ler jornais de boa qualidade (Folha, Estadão, Gazeta Mercantil) e estar sempre atualizado; g) conhecer outros países; h) já ter alguma experiência profissional (não necessariamente na área pretendida); i) possuir espírito de equipe, iniciativa, ousadia, senso crítico e “jogo de cintura” e j) disposição constante para trabalhar muito mais que oito horas/dia e cinco dias por semana.

Objetivando desenvolver algumas das habilidades acima requeridas, o candidato deve: 1) Além de acompanhar os bons noticiários da TV, ler um jornal de grande circulação nacional e alguma revista semanal (ex.: Veja); 2) Se não tiver acesso à Internet, procurar instituições culturais que cedam o uso. Verificar se a faculdade não dispõe desse recurso na biblioteca; 3) Assistir filmes e peças teatrais de boa qualidade, bem como orientar-se a respeito dos acontecimentos culturais mais relevantes; 4) Participar de atividades em grupo. A sociabilidade é um item bastante valorizado atualmente nas empresas e, 5) Utilizar o tempo dito ocioso de forma útil, de maneira a agregar novos conhecimentos aos já possuídos (nesse aspecto, ler um bom livro agrega muito mais do que simplesmente “queimar” o tempo assistindo a uma partida de futebol, que nada acrescenta à carreira de um profissional sério).

Porém, não existem fórmulas mágicas, já que o importante é saber onde se quer chegar!!

(*) Fernando José Martha de Pinho é economista, mestre em Administração de Empresas e consultor financeiro.

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