O titular do 1º. DP à época salienta que a própria administração listou quatro locais como os mais críticos com a tragédia de 8 de fevereiro. “A administração ofereceu o argumento frágil de que estava aguardando dinheiro do Estado para resolver os problemas na rua Mara Lúcia, Cuba, Praça Palestina e avenida Waldemar G. Ferreira. Foi solicitado R$ 3 milhões do governador. No entanto, todos os serviços custaram em torno de R$ 400 mil conforme citou o coordenador da Defesa Civilâ€, aponta. O valor da despesa confere com afirmação do secretário de Obras, Edmilson Queiroz Dias, ao JC.
Dinair ainda acrescenta que é de conhecimento público que a Prefeitura teve situação financeira estável em 2001. Pelo balancete oficial, a administração arrecadou R$ 14 milhões a mais do que o previsto em todo o exercício e fechou o caixa com saldo de quase R$ 5 milhões no final do ano.
O processo foi remetido ao Ministério Público (MP). Agora a Promotoria terá que opinar pela propositura de uma ação por responsabilidade ou pedir o arquivamento do caso ao Judiciário. Neste momento, o 1.º Distrito Policial está apurando se há responsabilidade da Prefeitura na morte de Agemir Benedito Marcondes, que morreu, na semana passada, de madrugada, após cair, com sua bicicleta, em um buraco na quadra 4 da rua Francisco Alves, na Vila Quággio. Ele sofreu traumatismo craniano.
O novo acidente aconteceu quando o ciclista retornava para sua casa. Revoltada, a família de Marcondes diz que ingressará na Justiça com pedido de indenização. A Comissão de Direitos Humanos da Subseção Bauru da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também vai acionar o Ministério Público para que apure a responsabilidade da Prefeitura na morte.