As obras de reforma e ampliação do Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central deverão ter início em breve. A planta está pronta e a licitação terá início nos próximos dias, assim que a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) finalizar o memorial descritivo das atividades que serão realizadas - procedimento indispensável para a elaboração do edital de licitação.
Um dos objetivos da reforma é melhorar o fluxo de pacientes, separar os atendimentos de urgência e ambulatoriais e otimizar a UTI. A planta também prevê aumento de banheiros, troca de telhados e pias, criação de sala de reuniões e treinamento de funcionários, ampliação da área destinada à inalação e casa para instalação de gerador próprio.
O PSM Central ganhará aproximadamente 400 metros quadrados. Eliane Fetter Telles Nunes, secretária municipal de Saúde, ainda não sabe ao certo quanto será gasto com a obra, que será realizada com recursos municipais. Ela estima, entretanto, que serão empregados cerca de R$ 400 mil. “Queremos melhorar as condições de trabalho e de atendimentoâ€, diz.
A Prefeitura Municipal de Bauru começou a buscar verbas para a reforma do PSM Central em 1999. A crise referente à precariedade da estrutura física e do atendimento oferecido à população na unidade estourou em outubro de 2000, com a morte do estudante de jornalismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Flávio Polaquini, vítima de um aneurisma cerebral. Colegas e professores do rapaz disseram que houve demora no socorro e que o diagnóstico não foi feito a tempo de salvá-lo.
Para o diretor do PSM Central, Felinto dos Santos Neto, o maior problema que a unidade enfrenta é o de fluxo de pessoas. A entrada para pacientes graves e para consultas é a mesma, o que dificulta o trabalho dos funcionários.
Ele ressalta, no entanto, que não serão criados mais leitos de observação, já que o projeto não prevê muitas mudanças na área de enfermaria e corredores. A Administração Municipal espera que o Hospital Regional, que deverá ser inaugurado neste ano, supra parte da demanda do PSM.
Cronograma
A titular da Secretaria de Saúde espera que em dezembro as obras estejam terminadas. “Se tudo correr bem, se não houver nenhum problema na licitação, podemos terminar em dezembroâ€, afirma.
Maria Helena Rigitano, secretária municipal de Planejamento, pretende terminar o memorial descritivo na próxima semana. Trata-se do detalhamento de todas as atividades que serão realizadas na reforma e os materiais empregados. Posteriormente, será iniciado o processo de licitação.
A SMS está analisando a possibilidade de desocupar o máximo da área do PSM para agilizar a reforma e para não causar transtornos aos pacientes. Ainda não há nada definido e o caso está sendo estudado. “Estamos analisando como vamos fazer a reforma com o PS funcionandoâ€, observa Eliane.
Histórico
O Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central foi inaugurado em 1986. Na época, Bauru era uma cidade menor - tinha cerca de 220 mil habitantes - e, conseqüentemente, a demanda nas unidades de saúde eram reduzidas. Hoje, Bauru conta com 315 mil habitantes e o PSM Central ainda não passou por alterações físicas. A unidade atende em média 500 pacientes por dia. Além disso, o Pronto-Atendimento Infantil (PAI), que funciona ao lado do PSM, atende aproximadamente 300 crianças por dia.
Em 1999, a Secretaria de Saúde começou a buscar verbas para a reforma do PSM. Na ocasião, foram solicitados ao Ministério da Saúde R$ 523 mil, referentes a obras para os Pronto-Socorros Central e Bela Vista.
Os recursos foram negados pelo governo estadual e a Prefeitura Municipal de Bauru recorreu ao Estado de São Paulo. Em janeiro de 2001, foram solicitados R$ 281 mil para a obra. O pedido foi negado em novembro do ano passado.
Como não foram liberadas verbas estaduais nem federais, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu empregar recursos próprios, redefinindo prioridades que foram aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde. O projeto, elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), passou por diversas adequações, muitas delas referentes a exigências da Vigilância Sanitária. â€œÉ quase um outro PS que estamos fazendoâ€, destaca Eliane Fetter Telles Nunes, titular da SMS.