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PS Central será reformado e ampliado

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

As obras de reforma e ampliação do Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central deverão ter início em breve. A planta está pronta e a licitação terá início nos próximos dias, assim que a Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) finalizar o memorial descritivo das atividades que serão realizadas - procedimento indispensável para a elaboração do edital de licitação.

Um dos objetivos da reforma é melhorar o fluxo de pacientes, separar os atendimentos de urgência e ambulatoriais e otimizar a UTI. A planta também prevê aumento de banheiros, troca de telhados e pias, criação de sala de reuniões e treinamento de funcionários, ampliação da área destinada à inalação e casa para instalação de gerador próprio.

O PSM Central ganhará aproximadamente 400 metros quadrados. Eliane Fetter Telles Nunes, secretária municipal de Saúde, ainda não sabe ao certo quanto será gasto com a obra, que será realizada com recursos municipais. Ela estima, entretanto, que serão empregados cerca de R$ 400 mil. “Queremos melhorar as condições de trabalho e de atendimento”, diz.

A Prefeitura Municipal de Bauru começou a buscar verbas para a reforma do PSM Central em 1999. A crise referente à precariedade da estrutura física e do atendimento oferecido à população na unidade estourou em outubro de 2000, com a morte do estudante de jornalismo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Flávio Polaquini, vítima de um aneurisma cerebral. Colegas e professores do rapaz disseram que houve demora no socorro e que o diagnóstico não foi feito a tempo de salvá-lo.

Para o diretor do PSM Central, Felinto dos Santos Neto, o maior problema que a unidade enfrenta é o de fluxo de pessoas. A entrada para pacientes graves e para consultas é a mesma, o que dificulta o trabalho dos funcionários.

Ele ressalta, no entanto, que não serão criados mais leitos de observação, já que o projeto não prevê muitas mudanças na área de enfermaria e corredores. A Administração Municipal espera que o Hospital Regional, que deverá ser inaugurado neste ano, supra parte da demanda do PSM.

Cronograma

A titular da Secretaria de Saúde espera que em dezembro as obras estejam terminadas. “Se tudo correr bem, se não houver nenhum problema na licitação, podemos terminar em dezembro”, afirma.

Maria Helena Rigitano, secretária municipal de Planejamento, pretende terminar o memorial descritivo na próxima semana. Trata-se do detalhamento de todas as atividades que serão realizadas na reforma e os materiais empregados. Posteriormente, será iniciado o processo de licitação.

A SMS está analisando a possibilidade de desocupar o máximo da área do PSM para agilizar a reforma e para não causar transtornos aos pacientes. Ainda não há nada definido e o caso está sendo estudado. “Estamos analisando como vamos fazer a reforma com o PS funcionando”, observa Eliane.

Histórico

O Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central foi inaugurado em 1986. Na época, Bauru era uma cidade menor - tinha cerca de 220 mil habitantes - e, conseqüentemente, a demanda nas unidades de saúde eram reduzidas. Hoje, Bauru conta com 315 mil habitantes e o PSM Central ainda não passou por alterações físicas. A unidade atende em média 500 pacientes por dia. Além disso, o Pronto-Atendimento Infantil (PAI), que funciona ao lado do PSM, atende aproximadamente 300 crianças por dia.

Em 1999, a Secretaria de Saúde começou a buscar verbas para a reforma do PSM. Na ocasião, foram solicitados ao Ministério da Saúde R$ 523 mil, referentes a obras para os Pronto-Socorros Central e Bela Vista.

Os recursos foram negados pelo governo estadual e a Prefeitura Municipal de Bauru recorreu ao Estado de São Paulo. Em janeiro de 2001, foram solicitados R$ 281 mil para a obra. O pedido foi negado em novembro do ano passado.

Como não foram liberadas verbas estaduais nem federais, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu empregar recursos próprios, redefinindo prioridades que foram aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde. O projeto, elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), passou por diversas adequações, muitas delas referentes a exigências da Vigilância Sanitária. â€œÉ quase um outro PS que estamos fazendo”, destaca Eliane Fetter Telles Nunes, titular da SMS.

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