Política

Prefeito oferece mais 1% aos servidores municipais

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PPS) reforçou, ontem, em mais 1% a proposta de reposição salarial dos servidores públicos municipais. Com isso, o índice de reajuste da administração municipal oferecido à categoria subiu de 6% para 7%. O prefeito manteve o percentual de aumento do valor do vale-compra, de 10%. Na sexta-feira, os trabalhadores da Prefeitura de Bauru se reúnem em assembléia para avaliar a nova proposta.

No entanto, a direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) adiantou, ontem, logo após a reunião com Nilson, que não aceita o reforço de 1%. Isso quer dizer que já há uma previsão do resultado da assembléia de sexta-feira, ou seja, a proposta deve ser rejeitada novamente, criando-se um impasse na negociação.

O resultado da consulta aos servidores será levado pelos sindicalistas ao prefeito na segunda-feira. Confirmada a rejeição, o futuro das negociações é incerto. Segundo a diretora sindical Eliane Koti, Nilson afirmou, na reunião, que não há condições de oferecer um percentual de reajuste acima de 7%.

A sindicalista diz que a direção da entidade só vai divulgar os próximos passos da campanha salarial após a reunião de segunda-feira. “Nós ainda contamos com uma nova proposta do senhor prefeito”, espera Eliane.

Para ela, Nilson demonstrou, ao oferecer mais 1% de reposição salarial, que não tem vontade política para melhorar a situação dos servidores públicos municipais.

“Ele não nos ofereceu nem mesmo a inflação do ano passado, que foi de 11%. Mas subiu a tarifa de água em 26% e o IPTU, em 11%. Esse 1% a mais não reflete em nada no salário do servidor.” A dirigente sindical lembrou que a categoria vai sofrer um impacto no salário com a cobrança da contribuição do plano de saúde, que será de 4%.

“Se fizermos a conta, sete menos quatro dá três. Ou seja, o prefeito ofereceu um índice menor do que o presidente da República aplicou para o funcionalismo federal”, critica. Eliane afirma que mantida essa proposta, o piso salarial da categoria saltaria dos atuais R$ 247,60 para R$ 264,92.

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