Turismo

Belém

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Belém do Pará tem orgulho de sua vida cultural, da colonização portuguesa, dos índios que contribuíram com seus usos e costumes e do progresso que vem atravessando nas últimas décadas. Uma capital onde o contraste entre os velhos casarões e prédios de arquitetura moderna não compromete o conjunto arquitetônico como um todo e onde as festas populares, como o Círio de Nazaré, somam-se a encenações em teatros majestosos, de óperas famosas como “Macbeth” e “A Viúva Alegre”.

Belém foi fundada em 1616 por portugueses e, hoje, é uma das cidades mais movimentadas do Norte do Brasil, contando com uma população de mais de um milhão e 200 mil habitantes. Um povo com traços harmoniosos, resultado da mistura do branco europeu, do negro e, principalmente, do índio da Amazônia.

Gente que dá muito valor ao verde, ao seu passado e à posição estratégica que ocupa, sendo a porta para a Amazônia. Belém é a cidade das mangueiras. Em suas ruas e avenidas - lá chamadas de estradas - repousam verdejantes e frondosas mais de 22 mil árvores, formando arcos que dão sombra e a embelezam, com aroma peculiar.

A Praça da República, anteriormente conhecida como Largo da Pólvora, é um exemplo da beleza das mangueiras que a arborizam. Lá, é que fica o majestoso Theatro da Paz que será reinaugurado em abril, e o Bar do Parque, tradicional reduto da boemia paraense. Outra praça famosa é a Batista Campos, construída na fase áurea da borracha. Possui coretos de estrutura em ferro importados da França e está situada no bairro do mesmo nome.

Passeio a pé

Para se conhecer uma cidade, a primeira providência do turista deve ser a de colocar um calçado confortável, esquecer o relógio e caminhar.

Em Belém é obrigatório. O ponto de partida é um passeio a pé pela Cidade Velha e pelo Comércio.

Nestes bairros, cheios de casarões, palacetes e igrejas barrocas, é possível compreender o que foi a época áurea da borracha. Além do Theatro da Paz, o Museu de Arte Sacra, onde localiza-se a Igreja de Santo Alexandre, já vale a visita à cidade. Construída no século XVIII, a igreja é inspirada nos principais templos jesuíticos do Brasil e da Europa, com um palco principal e capelas laterais. O museu abriga mais de 500 peças sacras, parte delas originária do espólio jesuítico.

Não deixe de visitar também o antigo Palácio Lauro Sodré, construído a mando do Marquês de Pombal, que para lá queria transferir a corte portuguesa e que na década de 80 foi transformado em Museu do Estado do Pará. Possui em seu acervo mobiliário, pinturas e artes decorativas dos séculos XIX e XX, além de diversos serviços, como feira de antigüidades, cafeteria e restaurante. O Palácio Antonio Lemos, hoje sede da Prefeitura Municipal de Belém, também merece uma parada. Demorou 15 anos para ser construído em estilo que lembra o Palácio Imperial de Petrópolis.

A maior feira-livre

O Ver-O-Peso, ainda na Cidade Velha, situado à beira do rio, é a maior feira-livre da América Latina. Também é a mais antiga de Belém e funciona desde a segunda metade do século XVII. O nome deriva da obrigatoriedade de, naquela época, se conferir o peso das mercadorias no posto fiscal, na “Casa do Haver-0-Peso”.

Plantas ornamentais, peixes, frutas, ervas medicinais e artesanato são comercializados diariamente ao ar livre, com a brisa soprando da Baía do Guajará, onde o movimento intenso dos barcos e o vaivém das pessoas forma um colorido cartão-postal.

Depois de visitar o centro histórico da cidade, nada melhor do que descansar em contato com a modernidade e a paisagem tropical. Reserve um tempo para conhecer a Estação das Docas, à beira da Baía do Guajará. Construída a partir de três antigos galpões das docas de Belém, a estação é um prédio moderno, totalmente climatizado, que oferece cinco restaurantes, uma mini-fábrica de cerveja, bares, lanchonetes, sorveteria, espaço para eventos e terminal fluvial.

Mais lazer e cultura o visitante encontra no Parque da Residência, que reúne a antiga casa oficial dos governadores paraenses, com mobiliário do início do século; a Estação Gasômetro, toda em ferro, com teatro para 400 pessoas; café; lojas de produtos regionais e restaurante.

Belém também não fica nada devendo aos amantes do turismo ecológico. Possui dezenas de praças, bosques e parques e, por ser cercada de muitas ilhas e praias de água doce e salgada, é um convite constante aos passeios de barco, incluindo a Ilha do Mosqueteiro, conhecida como “Ilha do Amor”, onde são encontradas as mais belas peças de cerâmica marajoara do Pará.

Serviço

A TAM está com promoção de passagens aéreas para Belém (dependendo da data e disponibilidade de assentos, elas custam a partir de R$ 288,00, ida ou volta, para embarques em São Paulo. Informações: 0800-123100. Vasp e Varig também voam para o Pará e podem ser consultadas sobre tarifas especiais compradas com antecedência. Informações sobre pacotes, incluindo a Ilha do Marajó, nos agentes de viagens.

Hospedagem: Hotel Regente, avenida Governador José Malcher, 485, telefone (91) 241-1222; Hotel Sagres, av. Governador José Malcher, 2.927, telefone (91) 246-9556;

Hilton Hotel, av. Presidente Vargas, 882, telefone (91) 242-6500; Hotel Beira-Rio, av. Bernardo Sayão, 4.804, telefone (91) 249-7111; Hotel Ver-O-Peso, avenida Júlio César, 1.777, telefone (91) 257-1522.

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