Política

Região lista prioridades para Alckmin

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Prefeitos, vereadores, representantes de entidades civis e militares e dirigentes de órgãos do governo participaram, ontem, em Bauru, da primeira audiência pública do Estado para discutir as prioridades regionais na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). A lista de prioridades elaborada na reunião inclui, entre os principais itens, programas de segurança e investimento em obras, sobretudo na infra-estrutura regional.

Como produto da discussão, os agentes da região enviaram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) uma lista com as principais reivindicações. Pela primeira vez, coordenadores das polícias civil e militar analisaram, juntos, os pedidos na área de segurança pública. Além do setor, as solicitações mais mencionadas foram de programas para a geração de emprego e renda, proteção do menor e pavimentação de rodovias.

O coordenador técnico da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado, Maurício Hoffman, disse que as reivindicações farão parte de um processo de triagem para a elaboração da peça orçamentária para o próximo ano. “Nós dividimos as discussões em temáticas, como segurança, saúde, agricultura, educação, emprego e outros. Cada agente político regional fez suas ponderações e nós tiramos daqui um documento representando as solicitações da região ao governador”, fala.

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) garantiu aos participantes da audiência pública que vai encampar as solicitações feitas pela região. “Nós tivemos no ano passado a audiência pública do Orçamento, onde a região defendeu a duplicação da Bauru-Marília, a construção de um Centro de Detenção Provisória (CDP) e a instalação de uma unidade da Fatec em Bauru. A rodovia foi retomada, o CDP já está sendo licitado e falta a faculdade de tecnologia. Vou continuar defendendo também esta prioridade para a região”, expõe.

Contratação de voluntários

O grupo que discutiu diretrizes na área de segurança pública resolveu, em consenso, solicitar ao Estado a inclusão de programas de contratação de mão-de-obra voluntária tanto para a polícia civil como militar.

O delegado Carlos Alberto Abrantes participou das discussões junto com outros representantes do setor. “Cada uma das áreas tinham uma prioridade. Segurança acabou sendo incorporada nesta discussão à questão social. Isso nos levou, entre diferentes reivindicações discutidas, a formar um pleito único. A segurança fechou na contratação de pessoal voluntário para que policiais que atuam em áreas técnicas e administrativas possam ser liberados para trabalhar na rua, aumentando o efetivo junto à população”, explica.

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