Alguém escreveu que “estresse - depressão não existem. O que existe é falta do que fazer†... Dirigir no trânsito caótico, correr contra o relógio, barulho, poluição, contas a pagar, a doença do parente, a promoção que não saiu, a despesa inesperada com o automóvel que quebrou (em conse-qüência dos inúmeros buracos nas ruas), o fim de um romance, o excesso de trabalho. Enfim, quem entre nós nunca se viu frente à situações como essas? Momentos ruins fazem parte da vida. Todos nós passamos por situações difíceis e, frente a elas, experimentamos sensações desagradáveis. O grau de intensidade varia de pessoa para pessoa, mas normalmente elas duram pouco tempo. A gente se recupera do choque, contrariedade ou dor e continua levando a vida, como antes. Mas se sintomas persistirem, algo está errado. Procure um médico. No mundo atual ninguém está livre de situações extremas ou intensas e, conseqüentemente, do conjunto de reações emocionais e orgânicas que elas causam. Hoje, o homem não precisa mais caçar para comer. Enfrenta desafios muito diferentes daqueles dos tempos pré-históricos. A proximidade do Natal e do Réveillon, a compra dos presentes, o trânsito caótico, o calor, as lojas cheias... No trabalho, este também é um período naturalmente nervoso; quando se fecha o planejamento do ano seguinte e muitos funcionários se desdobram para alcançar as metas estipuladas pelas empresas. Tudo isso contribui para deixar os nervos das pessoas à flor da pele.
Esses são males reais conseqüentes da vida atual, moderna e agitada. No entanto, não podemos nos esquecer de um mal que assola pobres ricos, moços, idosos e até crianças nos dias de hoje, ou seja a depressão. Cuja verdadeira causa ainda é desconhecida. Sabemos apenas que é um processo bioquímico desencadeado no cérebro e que necessita, como disse, de acompanhamento médico... E não como querem: “falta do que fazerâ€. (João Álvares - da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado S. Paulo)