Fundação
A emenda substitutiva elaborada pela comissão composta de cinco vereadores derruba privilégios do Executivo no comando da Fundação de Previdência (Funprev). O projeto do prefeito estabelecia que cinco dos sete cargos de comando nos conselhos da Funprev teriam ligação com o Executivo. Agora, os servidores terão dois cargos e o prefeito outros dois.
Abortado
Muito interessante o trabalho da comissão de vereadores. A emenda preserva direitos e estabelece igualdade no comando da fundação. Não teria nenhum sentido, a Funprev ser comandada pelo Executivo na administração de um fundo cujos valores são dos servidores públicos municipais.
Expectativa
A Prefeitura dá o calote na cota patronal da Previdência há muito tempo. A dívida vem levando o Tribunal de Contas a rejeitar os gastos do Executivo há vários anos. Com o novo regime de previdência, a Prefeitura terá que arcar com cerca de R$ 1,4 milhão por mês. R$ 800 mil serão dos aposentados atuais e os outros R$ 600 mil da cota da Prefeitura para o fundo.
Bola-de-neve
A emenda dos vereadores dá um importante passo para que a previdência municipal não exploda por insolvência. A bola-de-neve vem aumentando os gastos e a dívida da Prefeitura para com o setor. Resta saber se o Executivo não vai interferir na proposta. Será um grande avanço para a categoria se pelo menos a estrutura dos conselhos for mantida do jeito que está na emenda.
Sem aflição
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem que a aflição com a nomeação do novo ministério não o atinge. Para ele, aflição de ministro é só para partido e candidato. O presidente disse que o critério de escolha dos novos ministros tanto pode ser técnico quanto político. Sem dar detalhes sobre o perfil do ministério, deu a entender que o PFL ficará de fora.
Garotinho pressionado 1
O governador do Rio, Anthony Garotinho (PSB), reconheceu que há um grupo dentro do PSB que tenta fazer com que ele desista de disputar a Presidência da República. Ele classificou esse movimento de “sinceroâ€, mas portador de uma preocupação “sem fundamentoâ€. Por isso, disse que irá para a disputa presidencial.
Garotinho pressionado 2
Parte da Executiva Nacional do PSB quer que Garotinho desista porque estariam os diretórios regionais preocupados em eleger um grande número de deputados, o que seria mais difícil com a manutenção da “verticalização†imposta pela Justiça Eleitoral. Nesse caso, Garotinho disputaria a reeleição e o PSB apoiaria o virtual candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, hipótese que o governador fluminense rechaça, ou se privaria de uma aliança na disputa presidencial, ficando os diretórios estaduais livres para fazerem alianças de acordo com as conveniências regionais.
Amigos
Fechado nacionalmente com o PMDB, o PSDB agora se prepara para emplacar a mesma aliança em São Paulo. Para isso, terá de se entender com um inimigo histórico, o ex-governador Orestes Quércia, que dará a última palavra na feitura de um acordo em torno da candidatura do governador Geraldo Alckmin. O problema dos tucanos é que, ao contrário dos entendimentos em âmbito nacional, eles terão um concorrente nessa batalha: o PT, que quer ampliar acordos muni