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Ainda a nova arquitetura financeira...

(*) José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

A viabilização do “novo Sistema de Pagamentos no país, o SPB” - que segundo notícias veiculadas - teria a implantação para muito próximo (com previsão inicial para 22 do corrente mês, como previsto inicialmente), entretanto, deverá ter postergada a data, inaugural. É bem verdade que, quanto ao posicionamento do Banco Central do Brasil, ante a adoção e presença das “Clearings” (Câmaras de Compensação de cheques) e que também dependem de autorização do Congresso, Luiz Fernando Figueiredo afirma: “para as clearings” funcionarem, a Câmara Federal, na votação da, “CPMF”, além da isenção para as Bolsas, aprovou destaque que isenta as clearings e a securitização de ativos, do setor imobiliário e outros. Falta a aprovação em segundo turno e pelo Senado. Ou seja, a aprovação pelo Congresso está num processo final”.

Do ponto de vista da facilidade de no-vas opções, dado à modernização quanto pagamentos sob transferência eletrônica serão mais agilizadas. “Com o SPB, para cheques e Docs até 5 mil reais, representam 90% do sistema nada muda; exceto que o cartão de débito será estimulado”. Acima do valor de 5% do sistema, porém, o uso de cheques e Docs diminuirá “consideravelmente nas empresas que possam se utilizar do TED - Transferência Eletrônica Disponível, de sua casa - computador, telefone em tempo real”.

Quanto às preocupações e dúvidas sobre o novo sistema; “muda a administração levantada sobre o fluxo de caixa das empresas”. Preocupação procedente, como explica Luiz F. Figueiredo esclarecendo que na verdade: “o que há de ser administrado e que as empresas varejistas, supermercados por exemplo que recebem muitos cheques pequenos e que demoram um dia para compensá-los e precisam pagar os fornecedores. Vão passar a fazer a transa-ção imediata; se bem que o lógico, na prática seria, a transferência no dia seguinte”.

Assim, contar-se-á com grande volume de transferência eletrônica: cartões, telefone, internet, que de certa forma, sujeita-se a maiores concorrências, através de menores custos com os cartões. Relativamente a questão de como ficam os investimentos de empresas, espera-se que com os investimentos, os estoques serão transformados em documentos de liquidação no próprio dia, isto é, não haverá tempo a perder, especialmente com os Fundos encaminhando aos seus cotistas explicações sobre de “como vão conduzir esse processo. Já que a maioria dos fundos vai considerar os resgates e as aplicações já como dinheiro disponível”. O sistema se inibirá no que diga respeito à “utilização de cheques e Docs reduzidamente quanto à menor movimentação, pois não haverá a transferência, com liquidação no próprio dia”.

A facilidade do consumidor se pautará na oportuna “opção de usar a transação em dinheiro disponível; suas aplicações serão resgatadas em dinheiro disponível”. A compulsoriedade sobre os depósitos à vista deixará o sistema tradicional adotando nova regra, “a partir de 22 de abril (...), com previsão para setembro e outubro entrará em vigor um novo compulsório; será compulsório de reserva”. Afora os “recursos (agricultura, poupança etc que não mudam”.

Quanto aos “estímulos às aplicações, tudo ocorrerá sob o apoio e crescimento da capacidade de investir”, e graças às facilidades propostas e aceitas desde 13/2 deste ano. - Fico por aqui.

(*) O autor, José Almodova, é professor universitário e Mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreveàs quintas - e-mail: almodova@ig.com.br.

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