Economia & Negócios

Nível de emprego industrial cai 0,72%

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O nível de emprego registrado em janeiro no setor industrial da região de Bauru foi 0,72% menor que o verificado em dezembro de 2001. Isso teria significado uma redução de aproximadamente 118 postos de trabalho.

A informação é da Diretoria Regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que abrange 17 municípios.

Na comparação com a performance de janeiro de 2001, o cenário deste ano é pior, já que a queda registrada naquele mês foi de 0,64% sobre dezembro de 2000.

Com o resultado do primeiro mês de 2002, o acumulado no ano chega a menos 0,78%. Nos últimos 12 meses tem-se um acréscimo de 0,21%, o que equivaleria a 34 postos de trabalho criados e mantidos na região.

Na análise do Departamento de Pesquisa do Ciesp, o índice total de emprego da Diretoria Regional (com sede em Bauru) em janeiro teria sido influenciado, principalmente, pela variação negativa de 0,91% no setor de produtos alimentícios, um dos predominantes na região por número de empregados.

A variação positiva em 0,65% registrado pelo setor de mecânica, também entre os principais na área de atuação regional do Ciesp, teria ajudado a equilibrar o resultado final, fazendo com que o índice não fosse ainda mais negativo.

No Estado de São Paulo, o acumulado no ano é negativo em 0,48%. Nos últimos 12 meses, o desempenho estadual foi pior que o da região de Bauru, com percentual de menos 2,48%.

De acordo com o economista Said Yusuf Abu Lawi, o resultado de janeiro é “absolutamente normal”, em função das contratações excedentes que ocorrem a partir do segundo semestre (do ano anterior).

“Nos últimos seis meses de cada ano, as indústrias contratam mais mão-de-obra para dar conta do pico de produção do final de ano, que ocorre entre novembro e dezembro. Então, em janeiro sempre ocorrem dispensas. Mas isso é verificado em todos os setores da economia”, analisa.

Para o economista, o fato realmente preocupante seria o grande número de trabalhadores que foram dispensados e não retornaram ao mercado de trabalho formal.

Em relação ao acumulado positivo de 0,21% registrado nos últimos 12 meses, Lawi diz que é ínsignificante em relação ao que é necessário para a população. Contudo, seria um bom resultado diante do quadro de recessão que se instalou no País.

“Diante da política recessiva nacional, ter um indicador positivo é bastante favorável. Contudo, não há dúvidas de que esse percentual é ínfimo em relação às necessidades da sociedade em termos de emprego. No geral, é muito difícil fazer uma avaliação positiva sobre esse cenário”, conclui o economista.

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