A Universidade do Sagrado Coração (USC) de Bauru vai sediar no dia 26 de abril a Audiência Pública das Populações Indígenas do Interior do Estado de São Paulo.
O evento deve reunir representantes das aldeias Icatu (de Braúna), Vanoire (de Arco Iris) e Araribá (de Avaí), além de deputados estaduais e federais dessas regiões, prefeituras, Funasa, Funai, universitários e membros da Diocese de Bauru. O evento é uma promoção conjunta da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo e da USC.
Em todo o Estado de São Paulo acontecerão quatro audiências: a de Bauru vai reunir índios das aldeias do Interior paulista; em Registro, com a população indígena do litoral sul; em Santos, com os índios do litoral norte; e na capital, com indígenas da grande São Paulo.
A proposta da audiência é conhecer a situação dos povos indígenas no Estado e fazer recomendações aos governos federal, estadual e municipais, além de outras entidades públicas e privadas, tendo em vista a resolução de problemas que afligem essas comunidades.
A proposta de realizar uma das audiências em Bauru foi feita pelo presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de S. Paulo, deputado Roberto Simões (PT), em visita recente à USC.
A escolha da universidade se deve ao fato de que, há alguns anos, tem atuado com projetos nas mais diversas áreas junto às três comunidades indígenas do interior paulista.
As três aldeias somam cerca de 1,2 mil índios, sendo 500 terena e guarani de Araribá. Em Icatu, as etnias são terena e kaingang, e em Vanoire, kaingang e krenak.
Na sua passagem por Bauru, Simões explicou que a audiência vem ao encontro de dois acontecimentos que marcam o momento político atual: a Campanha da Fraternidade deste ano (que aborda justamente da situação dos índios no Brasil) e a eleições de outubro.
Além da organização da audiência, coube à USC a produção de um relatório da situação dessas aldeias, que será apresentado durante a audiência. O trabalho - assumido pela Dimensão Missionária da universidade - vai abordar cinco questões: a fundiária, sobre educação, saúde, da criança e adolescente, e sobre a violência.