Auto Mercado

Editorial

Redação
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O Brasil não é mundialmente conhecido apenas pelo Carnaval, futebol e as belas praias. É também famoso por ser considerado o país dos impostos. O setor automotivo não foge à regra e, por essa razão, não é à toa que o consumidor diz que carro nacional é muito caro.

Segundo nota divulgada no site Carsale, a carga tributária brasileira para um automóvel a gasolina com mais de um litro de cilindrada é de 33,3%, de acordo com a última edição do Anuário Estatístico da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Comparando com outros grandes produtores de veículos, o Brasil é o campeão disparado. Em segundo lugar está a Itália, com 16,7%. Em seguida, vêm França (16,4%), Reino Unido (14,9%), Espanha (13,8%), Alemanha (13,8%), Japão (9,1%) e Estados Unidos (6,6%).

Na hora da compra de um automóvel, o único tributo que o consumidor norte-americano paga é o imposto de consumo, que é calculado com base na média dos estados da Califórnia, Flórida e Michigan. O europeu tem de pagar somente o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que varia em cada país do Velho Continente. O japonês paga os impostos de aquisição e consumo.

Já o brasileiro paga em cascata Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Nos carros 1.0 a tributação é um pouco menor, tanto no Brasil quanto do Japão. Mesmo assim, a participação dos impostos aqui ainda é bem alta: 25,3% do valor do carro. No mercado japonês, esse número cai para 7,4%. Daí vem aquela grande diferença nos preços dos carros vendidos aqui e lá fora.

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