Tribuna do Leitor

A MAIS PODEROSA...

Arthur Monteiro de Carvalho Netto
| Tempo de leitura: 5 min

... Do planeta denominado Organismo Terra, a Mãe Natureza, que nada nos pede e tudo nos fornece, tem sido alvo da barbárie do “bicho-homem”.

Na Capital da Terra Branca, o assunto proeminente, tendo sido título e subtítulo do jornal local (único), é a ausência do poder público, tornando-se “cúmplice” das crateras que se formam em determinados bairros, geralmente em razão da erosão pela ausência de vegetação.

Costumo me perguntar, independentemente da “série” de impostos que efetuamos aos “cofres” dos vários órgãos governamentais, qual o procedimento das pessoas em proteger-se, cultivando, preservando a Natureza (?), com a qual ninguém pode. E por que não colaborar com o setor administrativo naquilo que lhe for possível?

Tornou-se um círculo vicioso no transcorrer dos anos, pois que o noticiário das calamidades inerentes à meteorologia se repete, é a lei natural da ação e reação. Com as acentuadas catástrofes, com lances dantescos de dramaticidade, diria, em termos do nosso país, acumulando perdas materiais de monta e sobremaneira de vidas humanas e dos demais reinos. Tudo vem comprovar que nada ou quase nada realizam para neutralizar essa dramática situação que assola a nação brasileira, e a administração pública torna-se a única culpada desses lamentáveis episódios. Contudo, as agressões ao ambiente como um todo, que farão ter seu efeito tanto no período das chuvas como da estiagem, na primeira abordagem, redundarão em enchentes e desmoronamentos, levando tudo de roldão. Minha gente, procure conscientizar-se que quem dita as normas da vida é a Natureza!

O que dizer da avalanche desordenada de auto-veículos lançando na atmosfera toneladas de monóxido de carbono, sem contar as indústrias, afetando de forma brutal a toda humanidade - o que ocasionou o excesso de calor retratado no tão comentado efeito estufa, entretanto temos o catalisador e outros apetrechos para a indústria e cujas finalidades é a filtragem dos gases deletérios. A despeito de outros meios não poluentes, a exemplo da semente da mamona que é um combustível excelente sob todos os aspectos... Interessa? Nihil... porquanto as grandes potências e principalmente os “States”... Haja vista que o tratado de Kioto o boçalão do Bush não aceitou em assinar. Logo conclui-se, quando fica sem chover, a seca se faz presente mais cedo e se prolonga. Em razão das pessoas ignorarem, umas, outra parcela para obter ganho fácil e imediato, agridem, assassinam a Natureza - ex.: típico da invasão dos “bárbaros” na rainha das florestas tropicais, a Amazônia, e nada de nada é feito, muito pelo contrário, os próprios funcionários do Ibama (mal remunerados) se “vendem”, e o que é pior, ao sujo dinheiro do alienígena e nas “asas da impunidade”... os impostos!

Aí está a denominada inversão térmica, pela ausência da cobertura vegetal do nosso planeta, sem a mesma as chuvas só provocam estragos. Chover, que é indispensável pra todas as formas de sobrevivência, mais e mais passou a ser sinônimo de pesadelo, principalmente para quem mora próximo de cursos d’água ou em terrenos que propiciem inclinação, ocasionando enchentes, desmoronamentos, com prejuízos incalculáveis e muitos sem retorno: o nosso existencial.

É comum vermos nos diversificados noticiários estradas intransitáveis, pontes serem levadas pelas enchentes, açudes rompidos numa demonstração de que temos no 1.º escalão tão somente incompetência e absoluta irresponsabilidade. Pior, tudo às expensas do nosso sofrido povinho e paralelamente às expensas do capital estrangeiro... e dom Fernando II veraneando!...

Tal estado de coisas dificulta a existência dos seus usuários que têm o seu “ganha-pão”, através do transporte, a ex. do caminhoneiro etc.

Aos borbotões o nosso dinheiro desaparece pura e simplesmente, enquanto deveria ir para hospitais, moradias, escolas e tudo o mais que o nosso povo tanto carece, diria, elementar.

Diga-se de passagem, que destruída a cobertura vegetal de uma área, nesse local a água da chuva pouco penetrará no solo... se for uma chuvinha, mas nunca chuva torrencial a água rolará agressiva, arrastando pedras e tudo o mais para “morrer” nos rios, riachos entupindo-os. Quanto aos bueiros sem comentários, os quais servem pela população sem nenhum esclarecimento de “boca de lixo”!!! Num terreno com cobertura vegetal, principalmente com árvores em profusão, a água dos “céus” terá, primeiramente, seu impacto amortecido pela folhagem das copas, caindo mansa no chão protegido por folhas, capins e gravetos. Então, obviamente o líquido infiltrará na terra e tudo o mais dará um adubo orgânico de primeira qualidade: é a lei natural da Mãe Natureza. Realmente o que nos falta e à humanidade como um todo é conscientização ecológica, simples, não?

“Vamos à derrubada das árvores ao invés de plantá-las cada vez em número crescente”, é impressionante a ausência ecológica-etológica. Até gramados, que têm a propriedade também de absorver a água, dão lugar à indústria do cimento e similares. Este procedimento, além de contribuir enormemente para aumentar a intensidade das enxurradas, colabora para o aquecimento cada vez maior da atmosfera, armazenando, sem sombra de dúvidas, por tempo maior o calor solar do que quando os raios térmicos incidem sobre uma cobertura vegetal.

Se seguirmos nessa toada e, eu, particularmente não vislumbro nenhuma luz no túnel, todos os logradouros estarão impermeabilizados, para o nosso, o seu desconforto e num crescente!

É fundamental a reversão quanto aos maus tratos a que é submetida a fonte da vida, a água. Caso contrário, até para a nossa subsistência faltará água potável de forma progressiva nos períodos de estiagem. Acabando-se cada vez mais com a cobertura vegetal, menos água das chuvas penetrará na terra, deixando sem recarga os lençóis subterrâneos. Conseqüentemente secam as minas d’água, os córregos vão desaparecendo, menos água aflui aos rios quando não chove, e o resultado disto nós sentimos de supetão, no ano 2001, quando esse governicho impôs, é, impôs drástico racionamento de energia elétrica, porque os reservatórios das usinas estavam secando!

Embora tendo chovido, diria que só nas cabeceiras dos rios que suprem as hidrelétricas problemáticas, as “outoridades” do setor determinaram “acabar com o racionamento”, na presunção de que está resolvido de uma vez por todas, não acredito! Com a agressividade do “bicho-homem” ao ambiente como um todo e sem um mínimo de imaginação do que advém dessa barbárie, voltado ao vil metal exclusivamente, brevemente voltaremos à estaca “zero”, porquanto a Mãe Natureza reagirá a todo vapor. Independentemente do prazer que devemos ter em tratar a Natureza - chegamos ao ponto caótico de assim proceder em razão da nossa própria subsistência. (Arthur Monteiro de Carvalho Netto)

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