Bairros

Patrimônio ferroviário desperta criatividade

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

Procurar uma destinação cultural aos barracões, oficinas, estações e demais áreas do patrimônio ferroviário é uma prática comum entre estudantes, professores e profissionais de arquitetura, engenharia e outros setores.

De acordo com a secretária municipal do Planejamento (Seplan), Maria Helena Rigitano, inúmeros projetos já foram traçados e defendidos nas universidades sugerindo alternativas de ocupação dos prédios que beneficiem a comunidade.

“Temos desde trabalhos de graduação, até teses de mestrado e livre docência”, comenta. Segundo ela, as propostas quase sempre estão voltadas para opções de cultura e lazer, como a implantação de museus, cinemas, bibliotecas, restaurantes, cafés e lanchonetes.

“E tem que ser, porque estes barracões e oficinas foram construídos em função da linha férrea. Eles estão voltados para os trilhos e dão as costas para a cidade. Ninguém abriria uma rede de escritórios nestas condições, para conviver com barulho e de costas para o cliente. Até o acesso a esses prédios é complicado e depende da área ferroviária”, completa.

Rigitano destaca que existem projetos já em andamento, principalmente para a estação ferroviária, que pode ser transformada numa área comercial e de entretenimento.

O entrave está na burocracia das negociações, pois trata-se de bens federais - alguns, inclusive, tombados pelo patrimônio histórico. A lentidão, exigências e inúmeros detalhes acabam cansando os interessados e, apesar de tantos projetos, boa parte destes imóveis permanece abandonada.

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