A direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) realiza assembléia hoje, a partir das 17h30, para definir os rumos da campanha salarial da categoria. A reunião vai avaliar as duas semanas de paralisações-relâmpagos feitas em diversos setores da Prefeitura de Bauru. A estratégia foi adotada pela entidade para pressionar o prefeito Nilson Costa (PPS) a conceder mais 4% de reposição salarial.
A administração já concedeu aos funcionários municipais 7% de reajuste, aplicados na folha de pagamento de março. Mas a categoria insiste na reposição de pelo menos do índice da inflação do ano passado, de 11%.
Desde que adotou, há duas semanas, a paralisação-relâmpago para demonstrar a insatisfação do funcionalismo, os dirigentes sindicais conseguiram mobilizar servidores de oitos escolas municipais e uma creche, que cruzaram os braços por uma hora.
Trabalhadores do Departamento de Transportes Internos (DTI), de núcleos de saúde, do Zoológico Municipal, almoxarifado, Jardim Botânico e da usina de asfalto também foram solidários ao movimento de mobilização da entidade.
“Em todos esses setores tivemos adesão de 100% dos servidoresâ€, garante Sônia Carvalho, dirigente sindical. Segundo ela, a assembléia de hoje decidirá se as paralisações-relâmpagos vão continuar ou se será adotada outra estratégia. “Não está descartada, inclusive, a aprovação de uma greve geralâ€, avisa.