Economia & Negócios

Novo prazo diminui prestação de imóvel

Paulo Toledo (*)
| Tempo de leitura: 2 min

A prestação inicial de financiamentos habitacionais da Caixa Econômica Federal (CEF), com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), baixará cerca de 5% com a ampliação dos prazos de pagamento de 150 para 168 meses, a partir de 2 de maio. A projeção é do gerente geral da agência Altos da Cidade da Caixa Econômica Federal (CEF), Vanderson Vieira Freddi. Outra novidade é que o comprometimento de renda do interessado subirá de 25% para 30%.

A estimativa de queda da prestação é feita levando-se em conta a atual taxa de juros da modalidade, que é de TJLP mais 5,5% ao ano, para imóveis novos e TJLP mais 4% ao ano para a construção. Numa projeção para um financiamento de um imóvel novo com valor tomado de R$ 80 mil, a prestação inicial cairá de R$ 1,668 mil para aproximadamente R$ 1,579 mil mensais, pelo sistema Sacre.

O crédito habitacional com recursos do FAT foi aberto em 2 de janeiro e é voltado para famílias com renda mensal superior a R$ 2 mil. O prazo de 150 meses vinha sofrendo críticas. Pelas linhas convencionais da CEF, suspensas no ano passado e baseadas em recursos da caderneta de poupança, os empréstimos eram financiados em até 240 meses.

Devido ao menor período de amortização, as prestações iniciais do programa do FAT chegavam a ser 40% maiores do que a de operações semelhantes pela poupança, desestimulando diversos interessados.

José Martinho Teixeira da Silva, diretor da Associação dos Administradores e Corretores de Imóveis de Bauru (Aciba), afirma que o aumento do prazo para pagamento pode favorecer os interessados e, com isso viabilizar mais negócios.

Renda

Um estímulo adicional é a ampliação do comprometimento de renda de 25% para 30%. Embora não haja estimativas de quantas famílias serão beneficiadas pela medida, a CEF entende que isso incorporará novos contratos à carteira. O fato é que muitos candidatos a mutuários não conseguiam retirar os valores que queriam para a compra do imóvel em razão dessa limitação.

Freddi destaca que existe R$ 1 bilhão do FAT disponível para concessão desse tipo de financiamento. De acordo com ele, não há uma cota estipulada para a região de Bauru. Quem se candidatar e tiver um perfil viável pode obter os recursos.

Desde que foi aberto, em janeiro, o crédito habitacional conta com cerca de R$ 100 milhões em operações com análise de risco de crédito aprovada em todo o País. Isso significa que o tomador já conta com sua carta de crédito, mas ainda busca um imóvel para comprar.

(*) Colaborou a Agência Estado

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